- STF concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com saídas pontuais para tratamento de broncopneumonia, por até 90 dias com reavaliação no fim do período.
- Despacho autoriza deslocamentos em situações médicas, desde que haja comunicação e controle adequados.
- Emergências médicas possibilitam saída imediata; defesa deve informar o STF e o Centro Integrado de Monitoramento logo após o ocorrido.
- Consultas, exames ou fisioterapia precisam de autorização prévia do relator, com indicação de local, horário e retorno previsto.
- Bolsonaro deve permanecer com tornozeleira eletrônica durante os deslocamentos; saídas serão acompanhadas por equipe de segurança, com trajeto restrito entre residência e unidade de saúde, e haverão relatórios médicos semanais.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro para facilitar a continuidade do tratamento de broncopneumonia. O regime é temporário e será reavaliado em 90 dias pela Corte.
Apesar da obrigação de ficar na residência, o despacho autoriza saídas em situações médicas, desde que haja comunicação e controle adequados.
Como funcionam as saídas
- Emergências médicas: em caso de mal súbito ou internação, o deslocamento é imediato, com a defesa informando o STF e o Centro Integrado de Monitoramento logo após o ocorrido.
- Consultas e exames: para atendimentos agendados, exames ou fisioterapia, é necessária autorização prévia do relator, com indicação de local, horário e retorno previsto.
- Monitoramento eletrônico: Bolsonaro deverá permanecer com tornozeleira durante todo o deslocamento, inclusive no ambiente hospitalar.
- Segurança e escolta: as saídas serão acompanhadas por equipe de segurança, com trajeto restrito entre a residência e a unidade de saúde.
Moraes destacou que a domiciliar tem caráter estritamente humanitário e depende da recuperação clínica. A defesa deve apresentar relatórios médicos semanais. O uso das saídas para fins não autorizados pode levar à revogação do benefício e ao retorno ao regime fechado.
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