- O senador Sérgio Moro oficializou filiação ao Partido Liberal (PL) nesta terça-feira, mirando a disputa pelo governo do Paraná.
- Moro chegou ao PL ao lado do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo mesmo partido.
- Ele foi ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, mas rompeu com o governo em abril de 2020, citando interferência na Polícia Federal.
- O objetivo estadual ocorre em meio à disputa com Ratinho Júnior (PSD), atual governador do Paraná, que desistiu da candidatura presidencial.
- O histórico de Moro inclui críticas a Bolsonaro, debates sobre a Lava Jato e investigações envolvendo o Ministério Público Federal e o Coaf, que ficaram sob escrutínio judicial.
O senador Sergio Moro se filiou ao PL nesta terça-feira (24), ao lado do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo mesmo partido. A medida consolida a aliança com a família Bolsonaro e visa a disputa pelo governo do Paraná.
Moro, principal juiz da Lava Jato, deixou a carreira de 22 anos na Justiça para assumir a Justiça no governo de Jair Bolsonaro. Em 2020, rompeu com o então presidente por alegadas interferências na Polícia Federal, envolvendo o comando da corporação.
A ruptura com o governo ocorreu em meio a conflitos políticos e a decisões sobre o Coaf, que geraram controvérsias e investigações sobre o chamado esquema das rachadinhas. Moro criticou a gestão de Bolsonaro e a condução da pandemia.
Cenário eleitoral no Paraná
Natural de Maringá, Moro disputará o governo estadual contra Ratinho Júnior, do PSD, que até então se via como favorito no estado. Ratinho desfez a candidatura presidencial para permanecer no Paraná e manter o amplo controle político local.
A filiação de Moro ao PL coincide com o movimento de ratificar alianças regionais do grupo bolsonarista. No cenário atual, a disputa em solo paranaense reflete a polarização entre plataformas pró-Bolsonaro e adversários no estado.
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