- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, aprovou a prisão domiciliar temporária de 90 dias para Jair Bolsonaro.
- A medida leva em conta o quadro de saúde do ex-presidente e determina que ele permaneça em casa, em Brasília, pelos próximos três meses.
- Fica proibido o acampamento próximo à residência, com raio de um quilômetro, em comparação ao episódio do Lula Livre visto em Curitiba.
- Durante o período, Bolsonaro não poderá manter conversas políticas; a comunicação política passa a ficar sob restrição, com Flávio Bolsonaro atuando como principal interlocutor.
- O prazo vai até aproximadamente junho, momento das convenções partidárias e da campanha, quando se aguarda definição de candidaturas ao Senado em alguns estados.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, acolheu nesta terça-feira a solicitação de prisão domiciliar temporária de 90 dias para o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorre em meio a um momento de pressão política sobre a corte, segundo análise de agências.
A medida determina que Bolsonaro permaneça em residência em Brasília pelos próximos três meses, em razão de seu estado de saúde. Também proíbe acampamentos no raio de um quilômetro ao redor da casa, contrastando com episódios envolvendo outros presos de alto perfil.
Bolsonaro fica proibido de manter conversas políticas durante o período de prisão domiciliar. A duração de 90 dias se estende até junho, quando começam as convenções partidárias e a campanha eleitoral. Flávio Bolsonaro deverá atuar como principal interlocutor político do grupo.
Contexto e desdobramentos
Antes da internação, o ex-presidente recebia aliados na residência conhecida como Papudinha, com reuniões regionais para alinhavar posições. Com as restrições, o papel de Flávio Bolsonaro como ponte entre o ex-presidente e demais interlocutores se intensifica, especialmente diante de pendências eleitorais em alguns estados.
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