- STF já liberou ao menos dez pessoas de depor na CPMI do INSS, por decisões da Corte, conforme ações de habeas corpus.
- Os liberados incluem Maurício Camisotti, Thiago Schettini, Rodrigo Moraes, Danilo Trento, Sandro Temer de Oliveira, Edson Cunha de Araújo, Augusto Ferreira Lima, Aristides Veras dos Santos e Leila Pereira, com datas previstas de comparecimento entre setembro de 2025 e março de 2026.
- Em setembro, o ministro André Mendonça desobrigou Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, de depor; ele acabou prestando depoimento em 25 de setembro.
- O prazo de funcionamento da CPMI era até 28 de março, mas Mendonça prorrogou o funcionamento por 48 horas para leitura do requerimento, em decisão liminar que precisa de referendo do plenário.
- A CPMI também trabalha para obrigar convocações de pessoas que conseguiram habeas corpus e para manter investigações sobre empréstimos consignados e outros dados relevantes aos trabalhos.
A CPMI do INSS tem atropelado calendários em função de decisões do STF que permitem faltas a depimentos. Ao menos dez convocações foram flexibilizadas pela Corte, liberando investigados de comparecer às oitivações.
Entre os nomes beneficiados estão empresários, representantes de associações e o presidente do Banco Crefisa, cujas oitivas foram desobrigadas por habeas corpus. A reforma de pauta ocorreu após decisões que impactaram o ritmo dos trabalhos.
O impasse ganhou impulso em setembro, quando o STF autorizou a dispensa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e provocou reação da cúpula da CPMI, liderada pelo senador Carlos Viana. Mesas diretora e do Congresso também ficaram sob questionamento.
Quais pessoas puderam faltar ao depoimento
- Maurício Camisotti, empresário (previsão de depor em 2025)
- Thiago Schettini, empresário (2025)
- Rodrigo Moraes, sócio da ARPAR (2025)
- Danilo Trento, empresário (2025)
- Sandro Temer de Oliveira, representante de associações (2025)
- Edson Cunha de Araújo, deputado estadual (2026)
- Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master (2026)
- Aristides Veras dos Santos, presidente da Contag (2026)
- Leila Pereira, presidente do Banco Crefisa (2026)
O episódio de setembro também resultou na decisão de que nem todos os requerimentos de quebras de sigilo seriam admitidos, alimentando novo atrito entre a CPMI e o STF. Em meio a esse cenário, o ministro Flávio Dino suspendeu um pedido envolvendo o filho do presidente Lula.
Mendonça amplia o prazo da CPMI
O STF também decidiu prorrogar o funcionamento da CPMI, que originalmente terminaria em 28 de março. O ministro André Mendonça determinou a prorrogação em caráter liminar, com prazo inicial de 48 horas para leitura do requerimento.
A decisão depende de confirmação pelo plenário da Corte. A CPMI pretende avançar, especialmente na apuração de empréstimos consignados, e buscar a presença de testemunhas vinculadas aos nomes recorrentes para depor.
Carlos Viana criticou as decisões que, segundo ele, restringem o andamento das investigações. Ele ressaltou que a CPMI pretende terminar o relatório com apoio entre governo e oposição, mantendo o foco em apurações relevantes ao caso.
Entre na conversa da comunidade