Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

STF retoma julgamento sobre penduricalhos de servidores públicos

Supremo Tribunal Federal retoma julgamento sobre penduricalhos de servidores e avalia limites legais para pagamentos acima do teto constitucional

Plenário do Supremo Tribunal Federal. — Foto: Luiz Silveira/STF
0:00
Carregando...
0:00
  • O STF retoma nesta quarta-feira o julgamento sobre penduricalhos recebidos por servidores, como juízes e promotores, analisando decisões de Flávio Dino e Gilmar Mendes em processos distintos.

  • Flávio Dino determinou que poderes revisem e suspendam pagamentos de parcelas acima do teto que não estejam previstas em lei, e proibiu novos atos que garantam penduricalhos ilegais.

  • Gilmar Mendes fixou que o Poder Judiciário e o Ministério Público só possam pagar penduricalhos previstos em lei federal.

  • O teto constitucional, hoje de R$ 46.366,19, regula o máximo de remuneração, mas há brechas entre verbas remuneratórias (submetidas ao teto) e indenizatórias (pagas integralmente, sem submeter ao teto).

  • Há falta de lei nacional que regulamente o tema; uma comissão técnica foi criada para propor uma regra de transição, com base em modelos de outros países.

O STF retoma nesta quarta-feira (25) o julgamento das ações sobre os penduricalhos de servidores públicos, verbas indenizatórias acima do teto constitucional. Juízes, promotores e outros profissionais entram em foco em dois processos distintos. O debate envolve decisões individuais dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, iniciadas no fim de fevereiro.

Os temas centrais são a revisão e suspenso de pagamentos acima do teto e a necessidade de lei federal para regular as parcelas indenizatórias. Dino propôs que os três Poderes revisem pagamentos ilegais acima do teto e proibiu novos atos que garantam penduricalhos. Mendes, por sua vez, defendeu pagamento apenas de penduricalhos previstos em lei federal.

Limites e funcionamento do teto

A Constituição estabelece o teto de remuneração, atualmente em 46.366,19 reais para ministros do STF. Nenhum servidor pode exceder esse valor. A diferença entre parcelas remuneratórias e indenizatórias explica a margem para pagamentos acima do teto em alguns casos.

Verbas remuneratórias somam salário base, gratificações e adicionais e obedecem ao teto. Quando ultrapassam, ocorre o abatimento até o teto. Já as indenizatórias não integram o salário e, portanto, podem exceder o limite integralmente, como diárias, ajudas de custo e auxílio-maladia.

A regulamentação brasileira depende de lei nacional para tratar das penduricalhos, conforme previsto na Constituição. O Congresso não aprovou uma norma específica até o momento.

Retomada do julgamento

O retorno da pauta ocorreu após o início dos relatos dos relatores e a apresentação de argumentos. O presidente Edson Fachin explicou o contexto de mora regulatória, destacando a necessidade de uma lei nacional.

Demonstrações de representantes do Ministério da Fazenda, Câmara, Senado e PGR foram mencionadas como parte das discussões. A Câmara técnica consultiva pode propor uma regra de transição para o tema.

Dino destacou que o debate não atinge prerrogativas das categorias, enquanto Mendes enfatizou a complexidade da questão e a responsabilidade das próprias instituições no controle do tema. O STF aguarda votos dos ministros para avançar.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais