- Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, confirmou que deixará o comando do ministério até o início de abril para concorrer a deputada federal pelo Rio de Janeiro em 2026.
- A decisão visa ampliar a presença feminina e progressista no Congresso e manter o legado de Marielle Franco.
- Ela destacou a Casa da Igualdade Racial, considerada o “grande xodó” da gestão, com letramento racial, acolhimento e orientação jurídica; a primeira unidade fica no Rio de Janeiro, com expansão prevista.
- Sobre o caso envolvendo o ex-ministro Silvio Almeida, Anielle disse que as investigações representam resposta à impunidade e afirmou não ter havido omissão do governo.
- Ela comentou a aprovação no Senado de lei que equipara misoginia ao racismo e afirmou que a violência política de gênero e raça continua sendo uma ameaça; também comentou as condenações pelo assassinato de Marielle como resposta à família e à democracia.
O ministro da Igualdade Racial, Anielle Franco, anunciou que deixará o cargo até o início de abril para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro, nas eleições de 2026. A decisão é coletiva, segundo ela, e busca fortalecer a presença feminina e progressista no Congresso, além de manter o legado da irmã Marielle Franco.
Anielle Franco participou do JR ENTREVISTA nesta quarta-feira, conduzido pela jornalista Tainá Farfan. Ela explicou que a saída visa manter o tema da igualdade racial como política transversal no governo Lula e afirmou que o governo não hesitará diante de críticas.
Um dos pilares de sua gestão é a Casa da Igualdade Racial, considerada o “grande xodó” da pasta. O programa oferece letramento racial, acolhimento e orientação jurídica a vítimas de racismo, com a primeira unidade no Rio de Janeiro e expansão prevista em parceria com a Defensoria Pública e a Fiocruz.
Avanços e investigações
Anielle destacou o andamento de investigações envolvendo o ex-ministro Silvio Almeida, denunciado por importunação sexual. Ela afirmou que o processo representa uma resposta contra a impunidade e negou omissão do governo, ressaltando que o presidente Lula tomou a decisão necessária diante do caso.
Ela também celebrou a aprovação, no Senado, do projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo. A ministra relatou ter sido vítima de importunação e descreveu a legislação como avanço essencial para a segurança de mulheres e meninas.
Marielle Franco e violência política
Sobre sua irmã, Anielle comentou as condenações dos responsáveis pelo assassinato de Marielle Franco como resposta à família e à democracia. Ela destacou que a violência política de gênero e raça tem sido usada para silenciar mulheres em espaços de poder, reforçando o contexto da luta por justiça.
O programa está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
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