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Boulos à CNN: Caso Lulinha evidencia diferenças entre presidentes

Guilherme Boulos afirma que o caso Lulinha evidencia diferença entre governos na condução de investigações envolvendo filhos, defendendo apurações sem favorecimento

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  • Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, disse à CNN que o caso de Lulinha evidencia uma diferença entre os governos de Lula e Bolsonaro em relação a investigações de familiares.
  • Segundo Boulos, Lula foi questionado sobre o filho e afirmou que, se houver investigação, ele deve responder e pagar o que for devido.
  • O ministro comparou com a postura do governo anterior, citando investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e dizendo que houve reação para proteger a família.
  • Boulos citou o Banco Master, afirmando que denúncias teriam sido ignoradas no governo anterior, mas o banco foi liquidado após investigações no atual governo.
  • Sobre Lulinha, Boulos disse que a decisão de se manifestar é dele; ele tem direito à presunção de inocência e a acusação está sobre ele.

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou em entrevista à CNN Brasil Bastidores que o caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, evidencia diferenças entre as gestões de Lula e de Bolsonaro em situações de investigação de familiares.

Boulos comparou o tratamento dado aos filhos dos dois ex-presidentes, destacando que, na visão dele, o governo de Lula admitiu investigações quando envolveram o filho, com defesa da presunção de investigação, enquanto o governo anterior teria adotado postura associada à intervenção em estruturas como a Polícia Federal para proteger familiares. O ministro citou ainda episódios envolvendo políticos próximos a Bolsonaro para sustentar a avaliação.

Em relação ao caso envolvendo Lulinha, o ministro reforçou a importância de apurações rigorosas independentemente de quem seja o investigado e destacou que a transparência é essencial para a gestão pública. Segundo ele, a falta de fiscalização pode abrir espaço para percepção de impunidade, independentemente do cargo ocupado pelo investigado.

Sobre o tema, Boulos também mencionou o caso Banco Master, afirmando que denúncias de irregularidades teriam sido ignoradas no governo anterior, enquanto, segundo ele, o atual governo liquidou o banco após as investigações entrarem no radar. O ministro defendeu que investigações devem ocorrer de modo firme, sem depender de quem esteja envolvido.

Ainda no fim da entrevista, o titular da Secretaria-Geral afirmou que a manifestação pública de Lulinha é uma decisão pessoal dele. Ele afirmou que o direito à defesa e à presunção de inocência deve prevalecer, cabendo ao próprio Lulinha decidir quando falar sobre o assunto.

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