- Filas de até quatro horas para passar pela segurança tomam conta dos maiores aeroportos dos EUA, afetando cidades como Atlanta, Houston e Nova York, meses antes da Copa do Mundo de 2026.
- Cerca de 170 milhões de passageiros viajam para as férias de primavera, com preocupação de impacto no fluxo de torcedores estrangeiros para o torneio.
- A crise é atribuída à redução de funcionários da Administração de Segurança de Transporte (TSA) por falta de financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS); em alguns aeroportos, a ausência chega a quarenta por cento, e mais de quatrocentos servidores pediram demissão desde fevereiro.
- O governo anunciou o envio de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) para apoiar terminais, mas o ICE não realizará revistas de passageiros; a ideia é usar o ICE para suporte e segurança periférica, permitindo que a TSA foque no controle de filas.
- Reações sindicais e políticas divergem: a Federação Americana de Funcionários do Governo critica a substituição de trabalhadores, e a oposição democrata questiona riscos; um projeto para destravar os fundos do DHS e regularizar a TSA ainda não avançou no Senado.
Nas últimas semanas, grandes aeroportos dos EUA vivem colapso logístico com filas de segurança que chegam a quatro horas. Atlânta, Houston e Nova York concentram os impactos, em um momento fértil para viagens de primavera e próximos a uma Copa do Mundo nos EUA, Canadá e México.
A raiz do problema está na redução da equipe da TSA, vítima de falta de verbas federais para salários. O impasse no Congresso atrapalha o financiamento do DHS, gerando greves parciais e faltas em grandes terminais que recebem jogos da Copa.
A Casa Branca confirmou que planeja deslocar agentes do ICE para apoiar a operação dos aeroportos. A ideia é atuar em funções de apoio e segurança periférica, liberando TSA para cuidar de filas e scanners.
A decisão provocou resistência sindical. A AFGE sustenta que os salários devem ser regularizados e que substituições por agentes de outra agência não são solução adequada. Críticos parlamentares alertam para riscos de segurança com o uso de profissionais sem treinamento específico.
A oposição no Congresso questiona a tática e exige condições claras para operações de imigração. Lideranças pedem regras mais estritas de identificação e de atuação para qualquer participação de ICE em atividades aeroportuárias.
Enquanto as negociações seguem sem acordo, autoridades enfatizam a necessidade de normalizar o funcionamento dos terminais para evitar impactos no transporte aéreo durante o período de alta demanda e a preparação para a Copa.
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