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Centro contra feminicídio pode salvar vidas, afirma Janja na inauguração

Centro unificado de dados para prevenção ao feminicídio entra em funcionamento, com 350 atendentes e cerca de 3.000 atendimentos diários sob coordenação federal

Pacto Nacional Contra o Feminicídio foi assinado por representantes dos Três Poderes
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  • Centro para unificar dados de segurança e assistência a mulheres em situação de violência foi inaugurado em 4 de fevereiro de 2026, como parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio.
  • O centro funciona todos os dias, tem 350 atendentes e registra cerca de 3.000 atendimentos e 425 denúncias por dia.
  • A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou que o serviço pode salvar vidas e mencionou o Ligue 180 para mapear portas de atendimento, como unidades de saúde, centros de assistência social e delegacias.
  • A ministra Gleisi Hoffmann ressaltou ações práticas do pacto e mencionou a operação Mulher Segura, realizada em março, que prendeu mais de 5.000 suspeitos; a operação envolveu 38.000 agentes, 14.000 viaturas em 2.050 cidades e cerca de R$ 2,6 milhões em diárias.
  • O centro prevê capacitação de profissionais, ações integradas, operações contínuas, policiamento orientado pela inteligência e uso de dados qualificados para orientar cada caso.

O Centro contra o Feminicídio foi inaugurado no âmbito do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, com o objetivo de unificar dados de segurança e de assistência às mulheres em situação de violência. A inauguração ocorreu durante cerimônia que também marcou a assinatura do pacto, em 4 de fevereiro de 2026, no Planalto. A iniciativa reúne ações de prevenção e atendimento.

A primeira-dama Janja Lula da Silva participou, ressaltando o papel do centro como ferramenta para mapear as portas pelas quais as mulheres chegam a serviços como unidades de saúde, centros de assistência social e delegacias, em conjunto com o Ligue 180. O centro funciona todos os dias e emprega 350 atendentes para denúncias e atendimento imediato.

Segundo a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, são registrados cerca de 3 mil atendimentos e 425 denúncias por dia no conjunto de ações integradas. Durante a cerimônia, Janja destacou o valor humano das atendentes que atuarão no centro.

Estrutura e ações do centro

Entre as ações previstas estão a capacitação de profissionais, a coordenação de ações integradas e operações contínuas no enfrentamento à violência contra mulheres. A metodologia adotada inclui policiamento orientado pela inteligência e o uso de dados qualificados com fusão analítica de informações.

O centro também foca no cruzamento de variáveis para identificar padrões de agressores e definir estratégias específicas para cada caso analisado. A ideia é assegurar atuação rápida e coordenada entre as diferentes esferas de proteção.

Operações e apoio institucional

A cerimônia contou com a presença de autoridades como Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais, e representantes do MJSP. Hoffmann defendeu medidas práticas e concretas dentro do pacto, lembrando ações já realizadas, como a operação Mulher Segura de 6 de março, que resultou na prisão de mais de 5 mil pessoas suspeitas de crimes contra a mulher.

A operação Mulher Segura mobilizou mais de 38 mil agentes, 14 mil viaturas e alcançou 2.050 cidades. Também houve destinação de aproximadamente R$ 2,6 milhões para diárias de agentes, segundo fontes oficiais.

Participantes presentes

Entre os presentes na inauguração estavam Janja Lula da Silva; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; Gleisi Hoffmann; Márcia Lopes; Estelizabel Bezerra de Souza; Chico Lucas; Sheila Santana de Carvalho; Maria Rosa Guimarães Loula; Marta Rodriguez de Assis Machado; Anchieta Nery; Fernanda Antonucci; Bruna Bacelar. As autoridades compõem o conjunto de gestores de segurança e de políticas públicas voltadas ao enfrentamento à violência contra mulheres.

O Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio foi firmado em 4 de fevereiro por representantes dos Três Poderes: o presidente Lula, o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O acordo institucional reforça compromissos entre Poderes para reduzir mortes de mulheres por violência.

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