- O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que pretende exportar o F-39E Gripen para a Colômbia e outros mercados, durante o lançamento do caça no Aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP).
- O Gripen E tem 15,2 metros de comprimento, envergadura de 8,6 metros, peso máximo de decolagem de 16,5 toneladas, 10 pontos de fixação e velocidade máxima de Mach 2.
- O modelo é produzido na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, com previsão de 15 aeronaves; na Saab, a fábrica em São Bernardo produz cones de cauda, freios aerodinâmicos e fuselagens.
- O programa Gripen brasileiro, firmado em 2014 entre o governo e a Saab, envolve a aquisição de 36 aeronaves, transferência de tecnologia e financiamento em torno de US$ 4 bilhões em 25 anos.
- A Saab treinou mais de 350 profissionais brasileiros para o projeto, com objetivo de autonomia para desenvolver, produzir e manter caças ao longo de 30 a 40 anos.
O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou nesta quarta-feira (25 mar 2026) que trabalha para exportar o F-39E Gripen, o primeiro caça supersônico produzido no Brasil, para a Colômbia e outros mercados. A declaração ocorreu durante o lançamento do avião, no Aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP).
O Gripen E tem 15,2 m de comprimento, envergadura de 8,6 m e peso máximo de decolagem de 16,5 t. Possui 10 pontos de fixação externa para cargas, com velocidade máxima de Mach 2. O modelo foi produzido na unidade de Gavião Peixoto, inaugurada em 2023, com previsão de fabricação de 15 aeronaves.
No evento, participaram autoridades e representantes de setores governamentais e industriais. Estiveram presentes o presidente Lula, o vice Alckmin, o ministro da Defesa José Múcio e o ministro Silvio Costa Filho, entre outros. A Saab, representada pelo diretor-executivo Micael Johansson, também marcou presença.
Regiões e parcerias no programa
O programa Gripen brasileiro resulta de acordo de 2014 entre o governo brasileiro e a Saab. O custo estimado é de cerca de US$ 4 bilhões, com financiamento em 25 anos, para a aquisição de 36 aeronaves e transferência de tecnologia à FAB e à Embraer.
A Saab já treinou mais de 350 profissionais brasileiros, entre técnicos, engenheiros e pilotos, como parte do acordo. A medida visa assegurar autonomia tecnológica para desenvolver, produzir e manter caças supersônicos por 30 a 40 anos.
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