- A prefeitura demoliu o espaço do Teatro de Contêiner, da Companhia Mungunzá de Teatro, na rua dos Gusmões, Santa Efigênia, centro de São Paulo.
- Segundo o governo municipal, a estrutura e os pertences foram retirados e armazenados em um depósito da Subprefeitura da Sé; a companhia afirma não ter sido notificada nem apresentado alvará.
- Um dos responsáveis, Marcos Felipe, disse que havia acordo de realocação para a rua Helvétia em dezembro de 2025 e questionou por que os itens não foram levados para a nova localização.
- A prefeitura afirmou que os representantes da companhia preferiram criar obstáculos para a desocupação perto do prazo determinado pela Justiça e que vai construir habitação e espaço de lazer no local.
- O acordo original previa a transferência para um dos quatro endereços indicados (ruas Conselheiro Furtado, Helvétia e João Passaláqua, entre outras) e o repasse de R$ 2,5 milhões à companhia.
O Teatro de Contêiner, da Companhia Mungunzá de Teatro, foi demolido pela prefeitura de São Paulo no último fim de semana. A retirada ocorreu na Rua dos Gusmões, na Santa Efigênia, região central, após anos de ocupação do espaço público. A administração municipal informou que a estrutura e os pertences foram recolhidos e armazenados no depósito da Subprefeitura da Sé.
A gestão afirma que o objetivo é transformar a área em empreendimento habitacional com espaço de lazer. Segundo a prefeitura, os itens do Teatro estão sob guarda formal para preservar o que foi removido, enquanto o terreno passa por destinação social.
Representantes da companhia contestam a ação. Eles dizem não ter sido notificados e apontam a falta de alvará para a retirada da estrutura e a identificação de um responsável técnico. Alega ainda que havia um acordo de realocação para a Rua Helvétia em dezembro de 2025.
Versões divergem sobre a realocação
A prefeitura sustenta que houve diálogo prévio por quase um ano, incluindo a oferta de quatro locais para transferência e repasse de 2,5 milhões de reais. Afirma que, diante do prazo judicial, a retirada aconteceu para cumprir a decisão de reintegrar a área.
A companhia afirma ter aceitado uma das opções apenas de forma inicial e acusa a prefeitura de pressa e de não cumprir integralmente o acordo de realocação. A gestão municipal havia informado que a obra prevista no terreno contemplaria moradia de interesse social e área de lazer, mantendo o espaço público utilitário.
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