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TCU questiona governo de Ibaneis Rocha: quais os motivos

TCU investiga pressão do governo do DF sobre o Banco Central para aprovar compra do Banco Master pelo BRB, após indícios de fraudes e ativos inexistentes

Governo do DF, chefiado pelo governador Ibaneis Rocha, nega irregularidades e ressalta que atuação no TCU foi legítima. (Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília)
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  • O TCU recomendou investigar o governo do Distrito Federal (Ibaneis Rocha) por suposta pressão para aprovar a compra do Banco Master pelo BRB.
  • A acusação é de que o governo teria usado o TCU como recurso para forçar o Banco Central a autorizar a operação, mesmo com problemas técnicos identificados pelo BC.
  • O Banco Central apontou indícios de fraudes e ativos inexistentes em carteiras de crédito do Banco Master já vendidas ao BRB, o que levou a uma barreira técnica à aquisição.
  • Em setembro de 2025, o governo distrital acionou o TCU alegando demora do BC na análise; após a negativa, pediu liminar para tentar reverter a decisão e revisar o entendimento técnico.
  • A justificativa oficial do governo é que a atuação visava evitar a depreciação do BRB e proteger a imagem institucional, enquanto a auditoria aponta possíveis violações de moralidade e eficiência, encaminhadas ao Ministério Público e ao TCU para apuração.

O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou abrir investigação sobre o governo do Distrito Federal, sob o comando de Ibaneis Rocha, por suspeitas de pressionar o Banco Central para aprovar a compra do Banco Master pelo BRB. A área técnica do TCU aponta possível tentativa de interferência em decisão regulatória que deveria ficar a cargo do BC. A defesa do Governo do DF nega irregularidades e sustenta agir dentro do direito de proteger o patrimônio público.

A acusação central é de que a gestão ibaneense tentou usar o TCU como uma espécie de recurso institucional para influenciar a autorização da operação. O objetivo seria forçar o BC a aprovar a aquisição de parte do Banco Master pelo BRB mesmo com problemas técnicos identificados pelo regulador. A leitura é de interferência para viabilizar a transação.

O BC havia apontado irregularidades, como indícios de fraudes e ativos sem lastro em carteiras de crédito associadas ao negócio já vendido ao BRB. Por esses motivos, o órgão regulador barrou tecnicamente a compra de uma nova participação do banco privado pela instituição pública de Brasília.

Contexto técnico e atuação do TCU

Em setembro de 2025, o governo distrital acionou o TCU registrando suposta demora do BC na análise da operação. Após a negativa formal do BC, o GDF solicitou liminar para suspender os efeitos da decisão, buscando revisão técnica pela corte de contas.

Ponto de vista do governo

O governo do DF sustenta que o acionamento foi legítimo e apenas visou evitar a depreciação do valor de mercado do BRB e proteger a imagem institucional diante da demora do BC. A gestão assegura que o BRB possui governança independente para suas decisões comerciais.

Consequências potenciais

O relatório técnico aponta possíveis violações aos princípios de moralidade e eficiência na gestão pública. Os documentos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do DF para apurar danos ao dinheiro público ou eventual gestão temerária envolvendo a compra bilionária.

A apuração é acompanhada pela imprensa regional; informações adicionais devem ser divulgadas pela Gazeta do Povo, com base em apurações da equipe de reportagem.

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