- A inelegibilidade de Cláudio Castro deixa o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, como plano B da direita para o Senado.
- O delegado Felipe Curi é sondado pelo PP e pelo PL para disputar uma das vagas na Casa.
- O PL, mesmo declarando apoio a Castro, busca não perder a vaga e avalia o caminho de Curi, já que Douglas Ruas foi escolhido como candidato.
- Castro pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a inelegibilidade, mas as chances de reversão são consideradas improváveis; ele afirmou que mantém a candidatura.
- A inelegibilidade decorre de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 envolvendo Ceperj e UERJ, e vale até 2030.
Com a inelegibilidade declarada pelo TSE contra Cláudio Castro, o PL-RJ, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro surge como plano B da direita para a vaga no Senado. A informação alterações o cenário para as disputas proporcionais neste ano.
Felipe Curi, delegado que ganhou notoriedade por grandes operações da polícia, tem sido sondado tanto pelo PP quanto pelo PL para a disputa. A possibilidade ganhou força mesmo com o apoio público do comando nacional do PL ao governador cassado.
Plano B e reações internas
Apesar do discurso oficial do PL em apoio a Castro, a cúpula da sigla trabalha para evitar a perda de uma vaga ao Senado. O próprio Castro pode ainda recorrer ao STF, mas as chances de reversão são consideradas baixas, segundo fontes próximas ao caso.
Curi já era avaliado pelos dois partidos, mas o PL optou por Douglas Ruas como alternativa ao Palácio Guanabara. Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, disse apoiar Castro, mas reconhece baixa probabilidade de reversão da inelegibilidade.
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ, disputa a sucessão presidencial, o que também contorna a estratégia de manter a vaga no Senado para o Rio. A inelegibilidade de Castro vale até 2030, decorrente de julgamento por abuso de poder político e econômico envolvendo Ceperj e UERJ.
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