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Como funcionava esquema de corrupção investigado pelo Ministério Público

Operação Fisco Paralelo investiga esquema de corrupção e fraudes tributárias em São Paulo; 22 mandados de busca são cumpridos e créditos de ICMS são alvo de propina

Mensagens interceptadas pelo MP mostraram que Artur Gomes da Silva Neto, um auditor fiscal de rendas apontado como articulador central da organização criminosa, ajudava executivos em pedidos de ressarcimento do imposto ICMS-ST
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  • A Operação Fisco Paralelo, do Ministério Público de São Paulo, apura esquema de corrupção e fraudes tributárias no estado.
  • Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos.
  • O esquema envolvia manipulação de procedimentos fiscais para facilitar créditos de ICMS-ST (Substituição Tributária) e créditos de ICMS, com vantagens ilícitas.
  • O MP afirma que pagamentos de propina eram calculados sobre o montante recuperado, gerando “valores milionários”.
  • Os investigadores apontam que fiscais se associaram a contadores e outros profissionais para deferir, processar e homologar créditos, inclusive criando créditos inexistentes ou superfaturados.

O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira a Operação Fisco Paralelo, que investiga esquema de corrupção e fraudes tributárias. Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos, com o objetivo de coletar documentos e evidências.

As apurações apontam a existência de um esquema estruturado para manipular procedimentos fiscais. O foco é o ressarcimento de ICMS-ST e créditos de ICMS, com supostos pagamentos de vantagens indevidas para acelerar ou aumentar créditos.

O esquema envolvia profissionais que atuam com contadores, advogados e escritórios especializados, segundo o Ministério Público. O objetivo seria deferir, homologar ou processar créditos indevidos mediante propinas calculadas sobre o montante recuperado.

Segundo o MP, as fraudes podem gerar créditos acumulados e ressarcimentos bilionários, com operações que envolvem sistemas da Sefaz-SP para verificar requisitos formais e valores solicitados.

O regime de Substituição Tributária antecipava o recolhimento do ICMS na cadeia produtiva, o que facilita a fiscalização, mas abriu espaço para desvios quando aliados a pagamentos de vantagens indevidas.

Especialistas citados pelo MP apontam que, ao notar o volume de dinheiro envolvido, alguns fiscais teriam cobrado comissões para deferimento de créditos ou teriam participado de fraudes para criar créditos inexistentes.

A investigação busca esclarecer como ocorriam as transações, quem teria recebido vantagens e quais empresas foram impactadas, além de acompanhar o retorno dos créditos solicitados.

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