- O ministro Gilmar Mendes classificou o vazamento de mensagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, como criminoso e abominável durante sessão do STF que barrou a prorrogação da CPMI do INSS.
- Mendes afirmou aos senadores Carlos Viana e Alfredo Gaspar, presentes no plenário, que a quebra de sigilo foi inconstitucional e ilegal.
- O diálogo exposto envolvia conversas íntimas divulgadas para comemoração, segundo o ministro; Alexandre de Moraes também concordou que o vazamento foi criminoso.
- O julgamento tratou da atuação da CPMI do INSS, com o relator Michele Mendonça citando a abertura de um inquérito e a devolução de informações à Polícia Federal.
- A Polícia Federal encaminhou à CPMI um conjunto de dados da perícia em celulares de Vorcaro, incluindo arquivos, e a divulgação dessas informações é alvo de críticas por atrapalhar a investigação.
O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, afirmou que o vazamento de mensagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi criminoso e abominável. A declaração ocorreu durante julgamento que impediu a prorrogação da CPMI do INSS. O plenário estava lotado com parlamentares da CPI.
Senadores e deputados presentes incluíam Carlos Viana, presidente da CPMI, e Alfredo Gaspar, relator. Mendes ressaltou que a divulgação de conversas sigilosas sem fundamentação é inconstitucional e ilegal, e que houve divulgação de uma conversa íntima para celebração pública.
Alexandre de Moraes endossou a avaliação de que o vazamento foi criminoso. O presidente André Mendonça mencionou que as decisões foram cumpridas e que o vazamento atrapalha a investigação, citando abertura de inquérito e devolução de material à Polícia Federal.
Vazamento e materials da PF
A PF encaminhou à CPMI uma pasta com 1,08 GB de dados da perícia em celulares de Vorcaro. O material inclui 221 arquivos do empresário, somando 329,3 MB, com imagens, e-mails, contatos e documentos.
O acervo permite entender a rede de relações do banqueiro, além de mensagens entre Vorcaro e a ex-namorada. Um documento central traz cerca de 1.687 páginas de conversas. A modelo Martha Graeff afirma que pretende buscar Justiça pela exposição.
A divulgação das mensagens gerou reação de Graeff, que classificou a exposição como grave violação e afirmou que a divulgação fragmentada não chega a sustentar qualquer procedimento penal, além de ferir garantias constitucionais de intimidade.
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