- Eduardo Paes defende eleições diretas para o governo do Rio de Janeiro após a renúncia de Cláudio Castro, enquanto o TSE confirmou eleição indireta pela Alerj.
- O estado vive instabilidade: não há vice e a Alerj não tem presidente; o desembargador Ricardo Couto atua como substituto interino da presidência do TJ-RJ.
- Paes afirmou, em redes sociais, que a população tem o direito de decidir e que, sem eleições diretas, o governador eleito deverá dar continuidade à gestão de Castro.
- Castro e Bacellar foram declarados inelegíveis pelo TSE por abuso de poder nas eleições de 2022, em processo relacionado a contratações na Ceperj e na UERJ.
- Investigações apontam contratações de cerca de 27 mil trabalhadores pela Ceperj com pagamentos em espécie, e participação da UERJ em contratos temporários usados para fins eleitorais.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo do estado, Eduardo Paes, defendeu eleições diretas no Rio. A declaração ocorreu após a renúncia de Cláudio Castro e diante da decisão do TSE sobre a eleição indireta.
Segundo Paes, manter a escolha por meio da Assembleia Legislativa consolidaria o governo atual. Ele afirmou que a população tem o direito de decidir e que sem eleições diretas o vencedor seria aquele que continuaria o mandato de Castro.
A situação no estado é de instabilidade institucional. Alerj não tem vice desde a saída de Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas do RJ, e a presidência da casa está vaga após afastamento de Rodrigo Bacellar.
O governo do Rio fica interino nas mãos do desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ. A definição sobre o formato da eleição ocorreu na véspera, com o TSE estabelecendo votação indireta na Alerj.
O Caso
Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar foram considerado inelegíveis pelo TSE, por abuso de poder na campanha de 2022. A decisão ocorreu após investigações sobre contratos temporários usados para favorecer a reeleição.
As apurações apontam irregularidades na Ceperj, a Fundação Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos, e na UERJ. Entre 2022 e 2024, a Ceperj contratou milhares de trabalhadores para fins políticos.
Relatórios do Ministério Público Eleitoral indicam pagamentos em dinheiro e processos com aumentos de contratos durante o período eleitoral. Parte das contratações ocorreu por meio de convênios com órgãos estaduais.
Segundo as investigações, muitos contratados atuaram como cabos eleitorais na campanha de Castro. O caso chegou ao TSE após o TRE-RJ absolver o ex-governador em 2024.
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