- Governo prorrogou o prazo para contestação dos descontos indevidos ligados à fraude no INSS; novo prazo vai até 20 de junho.
- No balanço de 16 de março, mais de 6 milhões de pessoas já tinham contestado as cobranças; quase 3 bilhões de reais já foram devolvidos.
- A advogada Joseane Zanardi Parodi, da OAB-SP, afirma que a prorrogação não resolve a demanda de quem não contestou.
- Ela sugere que o INSS faça busca ativa para localizar aposentados e pensionistas prejudicados e os convoque a ir até a agência ou aos Correios.
- A advogada diz ainda que a devolução automática não é viável, para não prejudicar quem optou por ação judicial buscando possível indenização.
Em meio à fraude no INSS, o governo federal prorrogou até 20 de junho o prazo para aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos. A medida mantém o foco em recuperações já ocorridas, com quase 3 bilhões de reais devolvidos até o momento.
Até 16 de março, mais de 6 milhões de pessoas haviam contestado as cobranças. O balanço indica que o total devolvido já alcança números próximos à casa de bilhões, reforçando a dimensão do problema para os aposentados.
O impacto da prorrogação
A advogada Joseane Zanardi Parodi, presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB-SP, avalia que a extensão não resolve a demanda de quem não contestou. Ela defende uma busca ativa junto aos prejudicados para esclarecer dúvidas e facilitar o benefício.
Segundo a especialista, o INSS não deve realizar devolução automática, pois isso pode prejudicar quem optou por ações judiciais. Nessas situações, pode haver recebimento do valor dobrado com indenização por danos morais.
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