- O vice-líder do governo na Câmara, Alencar Santana, classificou o relatório da CPMI do INSS como tendencioso e sem fundamentos, chamando a acusação contra Lulinha de ilação.
- Santana afirmou que o relator Alfredo Gaspar criou uma tese política e ilações para justificar o indiciamento, dizendo que não há base factual para isso.
- Ele disse que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, reconheceu, em entrevista, que não havia provas para indicar Lulinha.
- O deputado criticou a falta de ouvir pessoas ligadas ao governo Bolsonaro durante a comissão, alegando blindagem em favor do governo anterior.
- Segundo Santana, há evidências de que fraudes teriam começado na gestão anterior, entre 2019 e 2021, e ressaltou que o governo Lula já devolveu recursos aos aposentados e busca recuperar o dinheiro desviado.
O vice-líder do governo na Câmara, Alencar Santana (PT-SP), contestou o relatório da CPMI do INSS apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL). Em entrevista ao Bastidores CNN, ele chamou a acusação contra Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, de ilação sem fundamentos. Segundo Santana, o documento evidencia uma tese política sem evidências.
Santana afirmou que o relatório é tendencioso e completou que o comportamento se manteve ao longo da CPMI. O deputado alegou que o relator já teria uma conclusão antes mesmo de ser escolhido, e citou suposta blindagem de apoiadores do governo anterior.
Segundo o parlamentar, várias pessoas ligadas ao governo Bolsonaro não foram ouvidas, o que, na leitura dele, configura falhas na condução dos trabalhos. Ele disse que houve desconsideração de depoimentos que poderiam esclarecer os fatos.
O deputado também destacou que existem indícios de que as fraudes teriam origem na gestão anterior. Ele citou depoimentos que apontariam início das irregularidades entre 2019 e 2020, aumentando a tensão entre as leituras sobre responsabilidade de governos passados.
Santana mencionou um documento apontando que um ex-ministro recebeu uma denúncia em agosto de 2019 e não acionou providências. Alega que, se houvesse atuação da Polícia Federal à época, o desvio poderia ter sido contido.
O político petista frisou que o governo Lula já devolveu recursos a aposentados prejudicados e busca recuperar o dinheiro desviado por vias judiciais. As prisões associadas ao caso teriam sido fruto de investigações da PF, originadas na CGU do governo atual.
Fraudes e desdobramentos
- A defesa sustenta que as fraudes teriam início na gestão anterior, com depoimentos que apontam datas entre 2019 e 2020.
- A acusação envolve Lulinha, filho do presidente, e não recebeu fundamentação suficiente, segundo a leitura de Santana.
- A CPMI continua a acompanhar o andamento das apurações e os desdobramentos judiciais.
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