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PGR e PF adotam cautela sobre delação de Vorcaro

PGR e PF adotam cautela na delação de Vorcaro, exigindo provas e datas para evitar descrédito e distanciamento da Lava Jato

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro
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  • PGR e PF tratam com cautela a negociação da delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela PF no início do mês.
  • A defesa fechou acordo com PF, PGR e o gabinete do ministro André Mendonça; Vorcaro assinou termo de confidencialidade e já recebeu nove visitas de advogados desde a sexta-feira passada.
  • Investigadores exigem que Vorcaro apresente provas e documentos que sustentem o que delatar, conectando datas e pessoas.
  • O objetivo é evitar o descrédito da delação e trazer conteúdo novo além do material já levantado pela PF, buscando também se desvincular da “sombra” da Lava Jato.
  • Também há referência a outros acordos recentes, como o delator Mauro Cid, e a possibilidade de Vorcaro tentar afastar acusações de organização criminosa e de liderar o esquema.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) adotam cautela na negociação da delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele foi preso pela PF no início deste mês e assinou um termo de confidencialidade após acordo envolvendo a PF, a PGR e o gabinete do ministro André Mendonça, do STF. Desde sexta-feira, seus advogados já ganharam acesso à PF em nove ocasiões para tratar do tema.

Investigadores ouvidos pela CNN afirmam que há ceticismo entre as equipes. Vorcaro precisa apresentar provas, documentos e conexões de datas e pessoas para sustentar eventual delação, não apenas relatos. O objetivo é evitar que o acordo sofra descrédito.

Outra linha de avaliação aponta a necessidade de separar o caso da esteira de investigações ligada à Lava Jato. A referência é evitar que a delação seja associada a esquemas já examinados anteriormente sem novas evidências. A expectativa é de avanços sólidos com base em material probatório já reunido pela PF.

Integrantes da PGR ressaltam também a referência à delação do tenente-coronel Mauro Cid, no processo da trama golpista, que teve críticas por não acrescentar novas informações ao inquérito. Esse movimento é citado como exemplo de como o uso da delação precisa trazer elementos novos.

Além de Vorcaro, outros investigados de grande repercussão passaram a negociar acordos recentemente, como Fabiano Zettel, cunhado dele, no caso Master, e Maurício Camisotti, envolvido no caso INSS. As tratativas indicam uma tendência de intensificação de acertos dentro de grandes casos midiáticos.

Desdobramentos da negociação

A CNN informou que Vorcaro busca excluir o crime de organização criminosa do enquadramento contra ele. Também pretende afastar a ideia de que seria o líder ou o chefe do esquema. A defesa sustenta que a delação precisa partir de informações que indiquem o funcionamento da organização.

As equipes envolvidas destacam que a delação ainda depende da apresentação de estrutura interna do grupo e da identificação de integrantes-chave. A expectativa é de que as provas apresentadas contribuam para a verificação de fatos já apurados pela PF.

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