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PoderData aponta evolução de pesquisas e avaliações

Avaliação negativa do STF atinge 52%, maior desde 2021, em meio à tensão entre poderes

Infografia/Poder360
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  • Pesquisa PoderData mostra que 52% avaliam o trabalho dos ministros do STF como ruim ou péssimo, a maior taxa desde 2021; 9% dizem que é bom ou ótimo.
  • 62% atribuem a guerra no Irã como responsável pela alta dos combustíveis; 26% citam o governo federal e 8% os postos de gasolina.
  • Haddad é considerado ótimo ou bom por 36% dos eleitores que o conhecem; 21% avaliam o comando dele como ruim ou péssimo.
  • 51% veem o trabalho de Lula como ruim ou péssimo, subida de 7 pontos em dois meses; 26% dizem que é bom ou ótimo.
  • Governo Lula critica privatizações e afirma que a venda da BR Distribuidora e de refinarias reduz instrumentos de regulação de preços.

Nos dados mais recentes do PoderData, 52% dos entrevistados classificam o trabalho dos ministros do STF como ruim ou péssimo, marcando o maior nível negativo desde 2021. Em contrapartida, apenas 9% consideram a atuação dos ministros como boa ou ótima.

A pesquisa também mostra que 62% atribuem a alta dos preços de combustíveis à guerra no Irã, enquanto 26% responsabilizam o governo federal e 8% os postos de gasolina. Os resultados compõem um retrato de leitura econômica e institucional que permeia o debate público.

Entre os nomes da política, Haddad é avaliado como ótimo ou bom por 36% dos eleitores que o conhecem (85% da amostra). Por outro lado, 21% veem o ex-ministro como ruim ou péssimo, segundo o levantamento.

No âmbito presidencial, 51% dos entrevistados consideram o governo Lula ruim ou péssimo, com aumento de 7 pontos percentuais em dois meses. Já 26% avaliam o desempenho do presidente como bom ou ótimo.

Segundo o PoderData, integrantes do governo Lula criticam privatizações ocorridas recentemente. Haddad, Rui Costa e Silveira afirmam que a venda da BR Distribuidora e de refinarias reduziu a capacidade estatal de regular preços.

A (irmã de linha de pensamento) discussão sobre evangélicos ganhou repercussão após declaração do líder do PL Sóstenes Cavalcante, que criticou a forma como Lula tem se referindo ao tema durante eventos públicos, em meio a afirmações do petista de que há benefício governamental para parte desse segmento.

Na seara de direitos, o apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo subiu para 52%, atingindo novo recorde na série. A sondagem indica avanço de 4 pontos percentuais em um ano.

Paralelamente, a percepção sobre homofobia no Brasil atingiu 76%, o maior registro da série histórica, com alta de 6 pontos em dois anos. A tendência é acompanhada por debates sobre liberdade e direitos.

Quanto ao clima, houve recuo no indicador de pessoas muito preocupadas: caiu de 68% para 55%, o menor nível já registrado pela série PoderData.

Entre outros dados, 27% dos brasileiros afirmam ter sido assaltados à mão armada, índice que contrasta com 53% que não conheceram vítimas de crimes com arma de fogo.

Os números refletem um momento de tensão entre as esferas do poder, com desdobramentos que atingem avaliações sobre estabilidade institucional, preço de energia e temas sociais relevantes, conforme levantamento do PoderData.

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