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Vídeo sobre uso de carro oficial ligado a Flávio Dino é divulgado

Vídeo de jornalista mostra uso de veículo oficial por familiares de Flávio Dino; PF apreende equipamentos e STF investiga, gerando protestos da imprensa

Jornalista publicou vídeo que mostraria familiares de Flávio Dino (foto) usando veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão para fins particulares
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  • Jornalista Luís Pablo publicou vídeo que mostraria familiares do ministro Flávio Dino usando veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão para fins particulares; imagens teriam sido gravadas em 30 de outubro de 2025, em Brasília.
  • Segundo o blogueiro, toda a estrutura do veículo, incluindo combustível, manutenção e operação, seria custeada com recursos públicos do TJ Maranhão; Dino teria duas estruturas de transporte e segurança, uma pelo governo estadual e outra pelo Poder Judiciário estadual.
  • Em março, a Polícia Federal apreendeu celulares e computadores do jornalista, em operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes; a ação foi relacionada a investigações sobre uso de veículos oficiais e monitoramento de segurança.
  • Moraes afirmou que a PF apontou Luís Pablo como suspeito de perseguição e citou antecedentes de investigações sobre possível extorsão para não divulgar informações sobre operações policiais; determinou a análise do material apreendido.
  • Associações de imprensa (ABERT, ANER, ANJ, Abraji e AIR) manifestaram preocupação com a decisão, destacando riscos à liberdade de imprensa e à proteção de fontes.

O jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, do Blog do Luís Pablo, publicou na quinta-feira um vídeo que supostamente mostra familiares do ministro Flávio Dino usando um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão para fins particulares. As imagens teriam sido gravadas no dia 30 de outubro de 2025, em Brasília, e teriam sido repassadas por uma fonte. Segundo o blog, toda a estrutura do veículo seria custeada com recursos públicos do TJ-MA.

A reportagem anterior, publicada em novembro de 2025, acusava o uso de um Toyota SW4 com fins privados por Dino e pela família, com o veículo supostamente destinado a deslocamentos oficiais dos desembargadores. A nova divulgação reforça a alegação de que o deslocamento é financiado por recursos públicos, o que levanta questionamentos sobre a gestão da frota.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou que houve diligências para esclarecer o caso, mas não há informações oficiais disponíveis no momento sobre o que foi apurado a partir do vídeo divulgado. A defesa de Dino não se pronunciou até a publicação deste texto.

Entenda o que envolve o caso

Em 10 de março, a Polícia Federal apreendeu celulares e computadores de Luís Pablo, em operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O jornalista tinha publicado em 2025 que o veículo era utilizado pelo ministro e pela família para uso não relacionado ao cargo. A decisão de Moraes aponta que o jornalista monitorava a segurança de Dino de forma que teria extrapolado limites institucionais.

A decisão também aponta que a PF identificou dados sensíveis, como placas de veículos, números de agentes de segurança e outros detalhes privados. Moraes descreve que a investigação investiga a possível exposição indevida da segurança de autoridades e crimes que possam envolver perseguição. Também foi liberada a análise de material eletrônico apreendido.

Luis Pablo afirmou no blog que equipamentos de trabalho de sua atividade jornalística foram apreendidos e que aguarda acesso aos autos para entender os fundamentos da decisão. A OAB do Maranhão informou que a ação ordenada preocupa a institucionalidade, destacando a preservação de sigilo de fonte e a proteção ao livre exercício profissional.

Reação e posições de entidades

Entidades representativas da imprensa criticaram a decisão do STF. ABERT, ANER e ANJ divulgaram nota conjunta chamando a medida de preocupante, citando o inquérito das fake news e a possível aplicação a um profissional sem prerrogativa de foro. A Abraji também criticou a decisão, afirmando que jornalistas não podem ser criminalizados por divulgar informações de interesse público.

A AIR, associação que reúne rádios e TVs das Américas, expressou preocupação com impactos que possam restringir o jornalismo e o debate público. As entidades pedem cautela na aplicação de medidas que afetem garantias do exercício da imprensa.

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