- A votação do relatório da CPMI do INSS deve ocorrer na madrugada, após leitura de cerca de oito horas do texto final elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), com quase quatro mil páginas.
- A leitura começou por volta de 9h44 desta sexta-feira; o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Pode-MG), pediu que os integrantes tenham ao menos uma hora para analisar o material, com 32 parlamentares previstos para discursar.
- O STF rejeitou, na quinta-feira, a prorrogação da CPMI, mantendo o calendário de conclusão do relatório nesta sessão final.
- Há um relatório alternativo apresentado pela ala governista, que retira pontos do texto de Gaspar e inclui novos indiciados, como Jair Bolsonaro (PL), o que pode atrasar a votação.
- Na forma de manobra de governo, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), foi exonerado para retornar ao Senado e votar contra o relatório da oposição; senadora Margareth Buzetti (PP-MT) chamou a ação de estratégia do governo.
A votação do relatório da CPMI do INSS deve ocorrer na madrugada desta sexta (27). O relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), encerrou a leitura do texto final após cerca de oito horas de leitura, em um documento com quase 4.000 páginas. O processo começou por volta de 9h44 desta manhã.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que pretende encerrar hoje, mesmo que seja na madrugada, para entregar uma solução. Em seguida, ficou definido que haverá pelo menos uma hora de vista para que os parlamentares analisem o relatório, com 32 membros discursando.
Relatório alternativo
A votação pode sofrer atraso também por causa do relatório alternativo apresentado pela ala governista, de tamanho similar ao de Gaspar. O texto substitui pontos como o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva e adiciona novos acusados, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O governo discute derrubar o relatório da oposição por meio de manobras regimentais. Em outra medida, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva exonerou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para que pudesse retornar ao Senado votar contra o relatório da oposição.
A suplente Margareth Buzetti (PP-MT) descreveu a ação como uma estratégia do governo diante de temores de derrota, ressaltando a mobilização para influenciar o resultado da abertura de vistas.
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