- A dengue passa a ser o primeiro foco de trabalho da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, promovida pela liderança brasileira do G20.
- O grupo reúne Brasil, África do Sul, Alemanha, China, França, Indonésia, Reino Unido, Rússia, Turquia, União Europeia e União Africana, com a Fiocruz responsável pelo secretariado executivo.
- O ministro Alexandre Padilha ressaltou que a dengue é endêmica em mais de cem países, com estimativas de quinhentas milhões a quatro centenas de milhões de infecções anuais, influenciadas pelas mudanças climáticas.
- Como exemplo de cooperação, foi citada a vacina Butantan DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a WuXi, que deve entregar cerca de trinta milhões de doses no segundo semestre de dois mil e vinte e seis.
- O governo anuncia produção cem por cento nacional de Tacrolimo, transferência tecnológica com a Índia, e a instalação de um centro de produção de vacinas de RNA mensageiro na Universidade Federal de Minas Gerais, com investimento de setenta e seis milhões de reais, aumentando para três instituições públicas com essa tecnologia.
O Ministério da Saúde anunciou que o combate à dengue será o primeiro foco da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo. A decisão foi apresentada na terça-feira, 24 de março de 2026, durante o lançamento da iniciativa.
A coalizão reúne Brasil, África do Sul, Alemanha, China, França, Indonésia, Reino Unido, Rússia, Turquia, União Europeia e União Africana. O objetivo é promover acesso global a medicamentos, vacinas e tecnologias de saúde para países em desenvolvimento.
O ministro Alexandre Padilha explicou que a dengue é endêmica em mais de 100 países, com estimativas de 100 milhões a 400 milhões de infecções anuais. A relação com mudanças climáticas foi citada como fator de expansão das arboviroses.
Como exemplo de cooperação, Padilha mencionou a vacina DV do Butantan, desenvolvida com a WuXi. Deve entregar cerca de 30 milhões de doses no 2º semestre de 2026. A Fiocruz ficará com o secretariado executivo da coalizão.
Produção nacional e tecnologia de RNA
O governo informou a produção 100% nacional do Tacrolimo, imunossupressor usado por cerca de 120 mil transplantados. A transferência tecnológica ocorreu em parceria com a Índia, assegurando abastecimento estável.
Um novo centro de produção de vacinas de RNA mensageiro será instalado na UFMG, com investimento de R$ 65 milhões. Com plataformas da Fiocruz e do Butantan, o Brasil terá três instituições públicas trabalhando com mRNA.
Texto originalmente publicado pela Agência Brasil.
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