- A Poder360 aponta ao menos cento e cinquenta e sete lapsos de memória ou falas controversas de Lula desde a posse, em janeiro de dois mil e vinte e três.
- Em Anápolis, em 26 de março, ele falou sobre o custo de vida e mencionou que brasileiros gastam cerca de R$ cinqüenta com cães de estimação, interpretado como referência controversa ao consumo de carne de cachorro na China.
- No mesmo período, ao sancionar o PL Antifação, Lula deixou de incluir uma palavra, resultando em frase com sentido invertido sobre o Brasil ser respeitado no mundo do crime organizado.
- Em viagem à Latam, em 25 de março, ele afirmou que o Brasil faz fronteira com toda a América do Sul, o que contrariou a geografia de Chile e Equador.
- O tema de saúde do presidente ganha limite na campanha, com foco na forma física e em críticas sobre a idade; médicos afirmam que Lula está apto para disputar, apesar do desgaste público.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem apresentado lapsos de memória e trocas de nomes em discursos recentes. Em várias ocasiões, ele confundiu nomes de interlocutores e citou termos equivocados durante eventos públicos, entrevistas e atos oficiais.
Levantamento do Poder360 aponta ao menos 157 episódios desde a posse, em janeiro de 2023, envolvendo lapsos, omissões e falas polêmicas. O monitoramento abrange discursos oficiais, entrevistas, eventos e confidências com a imprensa.
Um dos episódios mais comentados ocorreu em Anápolis (GO), na última quinta-feira, 26 de março de 2026. Lula fez um discurso sobre o custo de vida e citou valores envolvendo cães de estimação, gerando interpretações sobre consumo na China.
Em seguida, o presidente se dirigiu a Zhu Huarong, presidente do conselho da Changan, parceira da Caoa Chery no Brasil, e afirmou que no Brasil há maior apreço por cães do que em outros países, leitura que chamou a atenção da imprensa pela linguagem empregada.
Ainda na mesma semana, Lula cometeu outro equívoco durante a sanção do PL Antifacção, no dia 25 de março. O conteúdo da fala acabou gerando interpretação invertida sobre segurança pública e crime organizado.
Em 25 de março, durante visita à Latam, o presidente afirmou erroneamente que o Brasil faz fronteira com toda a América do Sul, o que desconsidera a geografia de Chile e Equador. Trechos da fala repercutiram entre aliados e opositores.
O que circula na política é um momento em que Lula busca demonstrar vigor físico. Vídeos mostram o presidente em atividades físicas, enquanto governos e partidos acompanham o tema com cautela.
Após divulgar vídeo de treino da esposa Janja, Lula respondeu a críticas com tom mais agressivo, defendendo-se da idade de 80 anos e citando elogios a sua condição física. Não houve leitura de conclusões ou avaliações sobre a saúde pública.
Especialistas ouvidos destacam a necessidade de checagem de falas com maior rigor, sobretudo diante do calendário eleitoral. Em meio a incertezas, a saúde presidencial permanece sob monitoramento médico.
Por que isso importa? A memória de Tancredo Neves, que não venceu a posse após a eleição, é um referencial histórico de fragilidade institucional. Casos anteriores de líderes também alimentam debates sobre a continuidade de mandatos.
O diagnóstico da saúde de Lula, segundo seu médico pessoal, indica aptidão para cumprir um novo mandato, caso haja reeleição. Entidades políticas observam, porém, que o tema poderá ganhar destaque no período de campanha.
Contexto internacional também surge na comparação com Biden, que em 2024 apresentou falhas de fala e memória. A diferença é que Lula ainda não indicou sinal de retirada da disputa, segundo avaliações de alianças.
Dados de sondagens indicam empate técnico em cenários de segundo turno contra o principal adversário, Flávio Bolsonaro. A comunicação dos lapsos é vista como fator relevante para o desempenho eleitoral, sem conclusão ou opinião.
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