- Ao menos dezesseis ministros devem deixar as pastas nesta semana para disputar cargos nas eleições ou ajudar campanhas, com possibilidade de aumento conforme definição de outros nomes.
- O prazo de desincompatibilização termina no sábado, 4, e Lula planeja consolidar o maior número de trocas já na terça-feira seguinte.
- Ministros já confirmados para disputar governos estaduais: Haddad ao governo de São Paulo e Renan Filho ao governo de Alagoas.
- Possíveis candidatos ao Senado: Rui Costa, Gleisi Hoffmann, Simone Tebet, Marina Silva, André Fufuca, Carlos Fávaro e Waldez Góes.
- Também existem apontamentos sobre disputas na Câmara e assembleias: Geraldo Alckmin pode atuar como vice e ajudar em São Paulo; Camilo Santana pode coordenar campanha no Ceará; Sidônio Palmeira fará trabalho de campanha e deixa o governo no meio do ano.
O governo do presidente Lula deve registrar um recorde de saídas de ministros nesta semana, com pelo menos 16 desligamentos de pastas para a disputa de eleições ou apoio às campanhas estaduais. O número pode subir, pois a situação de quatro ministros ainda não está definida.
O desincompatibilização termina no sábado, 4 de abril. Lula reuniu ministros e substitutos na semana para acelerar as substituições, buscando manter o funcionamento do Executivo apesar das trocas. A ideia é evitar impactos na governabilidade.
Abaixo, acompanhe os destaques sobre quem já confirmou saída, quem pode concorrer e quem ainda está em avaliação.
Ministros com saída confirmada do governo
Podem disputar governos estaduais. Haddad deixou a Fazenda e já lançou pré-candidatura ao governo de São Paulo; Renan Filho deve concorrer ao governo de Alagoas.
Podem disputar o Senado. Rui Costa pode concorrer à reeleição na Bahia; Gleisi Hoffmann e Simone Tebet também devem mirar cadeiras no Senado, em estados diferentes; Marina Silva pode disputar pelo Senado por São Paulo; Fufuca, Fábio, e Waldez Góes são cotados para vagas no Senado, em seus estados.
Podem disputar vaga na Câmara dos Deputados. Silvio Costa Filho pode buscar reeleição; Paulo Teixeira e Anielle Franco devem disputar novas eleições para deputados; Sônia Guajajara também cogita disputar a Câmara, pelo PSOL.
Pode disputar vagas nas assembleias. Macaé Evaristo é apontado para uma cadeira na Assembleia de Minas Gerais.
Devem ajudar nas campanhas. Geraldo Alckmin tende a atuar como vice em mais uma chapa, além de apoiar a campanha em São Paulo; Camilo Santana pode coordenar a campanha ao Ceará e, possivelmente, disputar cargo pelo PT.
Situação indefinida
Márcio França avalia Senado em São Paulo, com possível troca no MDIC; Wolney Queiroz pode concorrer a deputado federal em Pernambuco ou permanecer no ministério; Alexandre Silveira pode seguir no governo ou disputar o Senado em Minas Gerais; Luciana Santos pode buscar uma cadeira em Pernambuco.
Outros movimentos e próximos passos
Sidônio Palmeira deve deixar a função de ministro da Comunicação Social para atuar como marqueteiro da campanha de Lula, com saída prevista para o meio do ano. O governo busca, assim, consolidar substituições já nesta semana, na prática de passagem de bastão.
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