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Acordo amplia acesso a tratamento de câncer pelo SUS, explica

Acordo entre Ministério da Saúde, Instituto Butantan e MSD amplia produção local de pembrolizumabe, mirando atendimento a mais de 13 mil pacientes/ano no SUS em cinco indicações

Segundo estudo, dois ciclos de uma imunoterapia combinada, antes da cirurgia, aumenta a chance de cura em pacientes com melanoma
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  • Ministério da Saúde, Instituto Butantan e MSD assinam termo para a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo da imunoterapia pembrolizumabe, voltada a pacientes do SUS.
  • O acordo visa ampliar o acesso ao tratamento e ampliar as opções terapêuticas contra o câncer além da quimioterapia.
  • O pembrolizumabe será produzido em São Paulo, no parque fabril do Instituto Butantan, por meio de transferência de tecnologia com a MSD.
  • A expectativa é atender mais de 13 mil pessoas por ano em cinco indicações: câncer de colo de útero, esôfago, melanoma, mama triplo negativa e câncer de pulmão.
  • A PDP prevê transferência gradual de tecnologia, incluindo fabricação, garantia da qualidade e qualificação de processos, com conclusão em até dez anos, observando as exigências regulatórias.

O Ministério da Saúde assinou, na última quinta-feira (26), um termo de compromisso com o Instituto Butantan e a MSD para estabelecer a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) da imunoterapia pembrolizumabe. O objetivo é ampliar o acesso de pacientes do SUS a esse tratamento contra o câncer, por meio de produção local.

O acordo prevê a transferência de tecnologia para fabricação do pembrolizumabe em São Paulo, no parque fabril do Butantan, com a MSD fornecendo know-how. A transição ocorrerá em etapas, com garantia de qualidade, qualificação de processos e capacitação técnica, observando as exigências regulatórias. A conclusão está prevista em até 10 anos.

Essa iniciativa visa ampliar opções terapêuticas além da quimioterapia, permitindo que o sistema público de saúde ofereça imunoterapia a mais pacientes. A expectativa é atender mais de 13 mil pessoas por ano em cinco indicações: colo de útero, esôfago, melanoma, mama triple negativo e pulmão.

Detalhes do acordo

O pembrolizumabe será produzido no Brasil por meio de uma transferência de tecnologia, com início de fabricação local após a conclusão das etapas de qualificação. A PDP envolve etapas de fabricação, validação de processos e controle de qualidade, conforme normas regulatórias.

Impacto esperado

Entre as indicações, o câncer de mama triplo negativo é o subgrupo mais agressivo, com maior incidência em mulheres jovens e negras. O câncer de colo de útero figura entre as principais causas de morte entre mulheres no país, especialmente até os 35 anos.

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