- A ministra Gleisi Hoffmann afirmou que o PSD escolheu Ronaldo Caiado, considerado uma figura mais agressiva que Eduardo Leite, o que aumenta a polarização.
- Ela disse que a estratégia do PT é defender resultados do governo e ideias próprias, e destacou a incerteza sobre como será o comportamento da extrema direita com Caiado.
- Gleisi mencionou que a polarização torna improvável uma terceira via competitiva e que o cenário deve ficar muito na periferia da eleição.
- Ela afirmou que a escolha de Caiado muda o quadro no Paraná, estado onde disputará o Senado, e que o PSD optou pelo candidato à Presidência, enquanto Eduardo Leite não participou do encontro.
- No âmbito da SRI, Gleisi disse que a decisão sobre o titular ainda não foi tomada, com nomes cotados incluindo Camilo Santana, Wellington Dias e José Guimarães; Lula teria preferido um nome com trânsito amplo no Legislativo.
Ao deixar a SRI, Gleisi Hoffmann afirmou que a escolha do PSD por Ronaldo Caiado acirra a polarização eleitoral, pois ele seria uma figura mais agressiva que Eduardo Leite. A ministra destacou que o objetivo do PT é apresentar resultados do governo e defender suas propostas.
Gleisi disse não saber como ficará a relação entre o PSD e o campo bolsonarista envolvendo Flávio Bolsonaro, o PL. A polarização é vista como entrave a uma possível candidatura de centro no cenário nacional.
Ela avaliou que a eleição tende a ficar centralizada entre esquerda e direita, dificultando o surgimento de uma 3ª via competitiva. Segundo a ministra, a ausência de unidade entre direita e extrema direita favorece o campo da centro-esquerda.
Cenário no Paraná e perspectivas
A gestora afirmou que a definição no PSD muda o cenário no Paraná, onde disputará o Senado em outubro. O partido confirmou Caiado como candidato à Presidência, sem a participação de Eduardo Leite no encontro.
Ela considerou que a consolidação da candidatura da extrema direita e a indefinição de uma opção de centro por Ratinho Junior deterioram o quadro, abrindo espaço para o trabalho da centro-esquerda.
Gleisi indicou que a estratégia do PT permanece focada nos resultados do governo, buscando comunicar as ações e impactos para a população, independentemente do adversário.
Posição sobre a SRI e nomes cotados
Quando questionada sobre a substituição na SRI, Gleisi afirmou que a decisão ainda não está tomada e que, na ausência de definição, o cargo pode ficar interinamente com o secretário-executivo da pasta.
A SRI é vista como ponte entre Executivo e Congresso, buscando apoiar votações e alinhamento da agenda governamental. Lula tem considerado nomes com trânsito amplo no Legislativo para a função.
Entre os cotados aparecem Camilo Santana, Wellington Dias e José Guimarães, enquanto Olavo Noleto foi descartado pelo presidente. A escolha visa facilitar negociações com diferentes frentes políticas.
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