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Mendonça é sorteado relator de pedido do PT domiciliar presos idosos e doentes

Mendonça é sorteado relator de habeas corpus do PT que pleiteia prisão domiciliar para presos com mais de setenta anos ou doenças graves, sem prazo definido

Partido não cita Bolsonaro, mas diz que "pessoa de alta visibilidade" fez prisão domiciliar humanitária voltar ao debate público.
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O ministro do STF André Mendonça foi sorteado relator do habeas corpus coletivo apresentado pelo PT que pede prisão domiciliar humanitária a todos os presos com mais de setenta anos ou com doenças graves.

O pedido não cita diretamente Jair Bolsonaro, mas menciona uma “pessoa de alta visibilidade política com idade superior a 70 anos” como beneficiária.

Diferentemente da decisão de Alexandre de Moraes que concedeu prisão domiciliar a Bolsonaro por noventa dias, o habeas corpus não estabelece prazo definido.

O PT sustenta que esse tipo de habeas corpus isolado não resolve o padrão decisório do Judiciário e busca fixar parâmetro constitucional para presos idosos ou doentes.

O texto cita, entre ações estruturais do STF, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 347, que trata do estado de coisas inconstitucional no sistema prisional e do plano Pena Justa.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi sorteado relator de um habeas corpus coletivo apresentado pelo PT. A ação pede prisão domiciliar humanitária para presos com mais de 70 anos ou com doenças graves, sem prazo definido.

O texto não cita diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas aponta que a discussão sobre prisão domiciliar voltou a ganhar força por meio de uma “pessoa de alta visibilidade política com idade superior a 70 anos”. A petição não fixa limite temporal para a medida.

A peça sustenta que habeas corpus isolados não resolvem o que classifica como padrão decisório do Judiciário, defendendo que o STF estabeleça o parâmetro constitucional para presos idosos ou doentes. O movimento cita o histórico de ações estruturais no país.

Contexto e desdobramentos

O pedido atua sobre todos os tribunais e penitenciárias do Brasil, sem restrição a crimes específicos, segundo os autores. O PT utiliza como referência a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 347, que tratou de problemas no sistema prisional.

A defesa argumenta que o caso envolve mudança de entendimento sobre custódia sem comprovação terapêutica e visa reduzir a superlotação carcerária, tema já central em decisões anteriores do Judiciário. A tramitação permanece em estágio inicial.

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