- A Polícia Federal encaminhou ao governo novo pedido de excedentes do concurso, solicitando até 1.508 convocações adicionais além das vagas iniciais.
- O pleito parte do argumento de que esse contingente corresponde ao total de cargos vagos na carreira Policial e ao número de aprovados no concurso vigente.
- O documento sustenta que há 2.615 aprovados, o que permitiria preencher integralmente as vagas sem novo concurso em curto prazo, desde que haja autorização para aproveitamento total.
- Uma das propostas é fazer as nomeações de forma escalonada, com formação de novas turmas em 2027, para não impactar a Lei Orçamentária de 2026.
- O pedido ainda precisa de nova análise e autorização do governo, já que o MGI havia negado, com base nas limitações orçamentárias, o aumento anterior de 1.456 excedentes.
O governo pode ampliar as nomeações do concurso da Polícia Federal (PF) para além das vagas autorizadas. Depois de o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) negar excedentes de 1.456 aprovados, a PF enviou novo pedido solicitando até 1.508 convocações adicionais. A solicitação aponta que esse contingente corresponde ao número atual de cargos vagos na carreira policial.
Em ofício encaminhado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e depois ao MGI, a PF sustenta que há candidatos suficientes para preencher as vagas dentro do prazo de validade do concurso. A corporação afirma que o concurso vigente conta com 2.615 aprovados, o que permitiria o preenchimento integral das vacâncias sem novo edital imediato.
A PF destaca que o preenchimento total das vagas é necessário diante da redução do efetivo, crescimento populacional e aumento da demanda por serviços federais. O ofício cita ainda a ampliação de atribuições, como a fiscalização de CACs, criação de unidades descentralizadas e atuação mais robusta em áreas estratégicas.
Déficit de pessoal sustenta nova pleito
No documento, a PF reforça o déficit de pessoal como justificativa para ampliar as convocações. Em 2024 o concurso foi planejado para 1.810 vagas, mas, em março de 2026, havia 2.508 vagas em aberto, em função de aposentadorias e desligamentos, segundo a corporação.
Para contornar limitações orçamentárias, a PF propõe escalonar parte das nomeações. O material técnico sugere formação de novas turmas já em 2027, sem impacto direto na Lei Orçamentária de 2026, já que a formação é a última etapa do concurso.
A proposta visa aproveitar a estrutura atual da Academia Nacional de Polícia e evitar a necessidade de um novo concurso no curto prazo, mantendo o planejamento de mil vagas imediatas com previsão de outras mil convocações ao longo de 2026.
Distribuição atual das vagas e requisitos
O edital de 2025 prevê mil vagas imediatas para cinco cargos da área Policial. Entre as vagas, há 863 para agente, 307 para escrivão e 237 para delegado, entre outras áreas de atuação. Exige-se diploma de ensino superior e CNH, com regras variando por cargo.
A remuneração inicial varia conforme a função. Agente, escrivão e papiloscopista recebem cerca de R$ 15,7 mil; delegado e perito podem chegar a aproximadamente R$ 28,8 mil, já com benefícios, como o auxílio-alimentação reajustado.
A análise final do novo pedido depende de avaliação dos ministérios envolvidos e da disponibilidade orçamentária, bem como da decisão do Executivo. A PF segue aguardando decisão sobre as convocações adicionais.
Entre na conversa da comunidade