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Zanin condena acusado de participar de trote misógino contra alunas

Ministro Cristiano Zanin condena médico por trote misógino na Universidade de Franca; danos coletivos equivalentes a 40 salários mínimos, cabendo recurso

Ministro Cristiano Zanin em sessão extraordinária que prossegue com o julgamento de Aécio Lúcio Costa Pereira, acusado de participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
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  • O ministro Cristiano Zanin, do STF, condenou o médico Matheus Gabriel Braia a pagar 40 salários mínimos por danos morais coletivos por participação em trote misógino em 2019 na Unifran.
  • O STF acolheu recurso do Ministério Público para anular decisões das instâncias inferiores que absolveram o acusado da imputação de promover discurso humilhante contra calouras.
  • O discurso de juramento escrito pelo acusado dizia que as alunas “deveriam estar à disposição dos veteranos” e “nunca recusar a uma tentativa de coito de um veterano”.
  • As decisões em primeira e segunda instâncias haviam absolvido o médico; o STJ reconheceu que as declarações eram moralmente reprováveis, mas não alterou o entendimento.
  • Cabe recurso contra a decisão, e a defesa do médico ainda pode se manifestar.

O ministro Cristiano Zanin, do STF, condenou o médico Matheus Gabriel Braia por participação em um trote universitário misógino em 2019. O caso ocorreu na Universidade de Franca (Unifran) e envolveu a leitura de um discurso de juramento por calouras, com conteúdo humilhante. Braia foi responsabilizado por escrever o texto que desconheceu a dignidade das mulheres.

A decisão anulou erros de instâncias anteriores que haviam absolvido o acusado. A defesa sustenta que o discurso não ofendeu as mulheres; a Justiça, porém, entendeu o contrário. Zanin afirmou que a proteção aos direitos das mulheres deve ocorrer em todas as esferas judiciais.

Com a condenação, Braia deverá pagar 40 salários mínimos em danos coletivos, o equivalente a R$ 64,8 mil. Cabe recurso à decisão. A Agência Brasil solicitou posicionamento do escritório de advocacia que defende o médico, ainda sem retorno até o momento.

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