- O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, faltou pela segunda vez a depoimento na CPI do Crime Organizado no Senado, e a comissão aprovou a convocação obrigatória.
- O depoimento iria abordar possíveis falhas na fiscalização bancária que teriam facilitado a expansão de organizações criminosas e o escândalo do Banco Master.
- Campos Neto já havia deixado de comparecer ao primeiro depoimento, em 3 de março, mas recebeu habeas corpus do Supremo Tribunal Federal que o desobrigou; ele afirmou estar disposto a responder por escrito.
- O relator, senador Alessandro Vieira, pediu a votação do requerimento de convocação; a votação foi simbólica e ocorreu sem objeções.
- Também foram aprovadas a convocação de ex-governadores Cláudio Castro e Ibaneis Rocha, a quebra de sigilos de Fabiano Zettel e outras informações sobre o caso Master.
O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, faltou pela segunda vez a um depoimento da CPI do Crime Organizado, no Senado, nesta terça-feira (31). O não comparecimento ocorreu porque o interrogatório não foi votado como convocação, mantendo-o desobrigado.
O tema da oitiva seria a atuação de Campos Neto em relação a falhas na fiscalização bancária que poderiam ter facilitado atividades de organizações criminosas, além de abordar o escândalo das fraudes do Banco Master.
A falta levou a CPI a aprovar um requerimento de convocação, tornando obrigatório o comparecimento do ex-presidente para prestar esclarecimentos à comissão. A medida exigirá presença dele em uma próxima sessão.
O histórico envolve a tentativa inicial de depoimento em 3 de março, que foi pautado pela CPI, mas anulado por decisão liminar do STF, que concedeu habeas corpus a Campos Neto. O executivo comunicou disponibilidade para responder por escrito.
Relator da CPI, o senador Alessandro Vieira, pediu a votação do requerimento para ouvir Campos Neto, destacando a necessidade de coleta de informações sobre o período em que o Banco Master ganhou relevância. A comissão manteve o pleito na linha de convocaçao.
Segundo o senador Fabiano Contarato, a votação foi simbólica e sem objeções, mantendo a convocação como testemunha. A CPI ressalta que falhas de controle são apontadas como determinantes para os fatos em apuração.
Sobre o Banco Master, o requerimento visa coletar informações técnicas para esclarecer irregularidades e aprimorar a legislação bancária no país. A CPI já autorizou informações sobre a aquisição que transformou o Master a partir do antigo Banco Máxima.
Outras ações aprovadas pela comissão incluem a convocação dos ex-governadores Cláudio Castro (RJ) e Ibaneis Rocha (DF) para depoimentos e a quebra de sigilos de Fabiano Zettel, braço financeiro de Vorcaro.
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