- A CPMI do INSS aponta que a taxa de pedidos atendidos para cancelar descontos de associações caiu de 92% em 2023 para 15% em 2025.
- Segundo a Dataprev, a queda é explicada pelo fato de a maioria dos pedidos já ter sido processada desde 2022, deixando pouca ação pendente no sistema.
- Os descontos são mensalidades cobradas diretamente do benefício do INSS, com autorização do aposentado; o cancelamento retira essa cobrança automática.
- Entre 2022 e 2024 houve alta de 388% nos pedidos para incluir os descontos nas aposentadorias, de 2,8 milhões para 10,6 milhões; em 2025 foram 1,1 milhão de cancelamentos, ante 2,8 milhões em 2022.
- Estima-se que as entidades cobravam cerca de 6,3 bilhões de reais de aposentados entre 2019 e 2024, segundo as investigações vinculadas ao caso.
O cancelamento de descontos pagos a associações por aposentados e pensionistas do INSS caiu de 92% para 15% entre 2023 e 2025, durante o governo Lula (PT). A conclusão é de análise da CPMI do INSS, com base em dados da Dataprev.
O relatório aponta que a queda ocorreu no período aferido pela comissão, que investiga desvios no repasse de benefícios. A Dataprev enviou o parecer final com os números utilizados pela CPMI.
A taxa analisada não mede fraudes detectadas, mas a taxa de sucesso de pedidos de cancelamento dos descontos. Os descontos são mensais cobrados de benefícios, mediante autorização.
Os descontos atingem mensalidades de associações, incluídas diretamente no benefício do INSS. O aposentado precisa autorizar a participação na entidade.
Segundo o documento, a queda exponencial de 2022 a 2025 pode ocorrer porque a maior parte dos pedidos já havia sido processada previamente. Quando não há ação no sistema, a solicitação é rejeitada.
Contexto dos pedidos
Entre 2022 e 2024 houve aumento de 388% nos pedidos para incluir descontos, de 2,8 milhões para 10,6 milhões. O impulso veio com o debate sobre irregularidades no INSS.
Em 2025, o total de pedidos para cancelar descontos foi de 1,1 milhão, ante 2,8 milhões em 2022. No acumulado, houve redução de 45% desde o início do terceiro mandato de Lula.
A Dataprev é a empresa pública responsável por processar dados e gerenciar sistemas da Previdência Social, incluindo o cálculo de benefícios. Ela aprova ou rejeita solicitações no sistema.
O esquema investigado envolve entidades que cobravam descontos sem autorização, com indícios de falsificação de assinaturas, segundo a CGU. Estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões foram cobrados de aposentados entre 2019 e 2024.
A CPMI apura desvios no repasse de benefícios e incluiu o parecer da Dataprev para análise. As informações ajudam a mapear o alcance das cobranças indevidas durante o período.
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