- O presidente do STF, Edson Fachin, disse que negocia o encerramento do inquérito das fake news com o relator, Alexandre de Moraes, e demais ministros.
- Fachin afirmou que a discussão sobre o fim das apurações está na pauta e que o inquérito foi importante para a salvaguarda da democracia.
- Durante entrevista, o magistrado comentou que “todo remédio, a depender da dosagem, pode se tornar veneno”.
- O inquérito foi aberto de ofício pelo ex-presidente Dias Toffoli e passou a Moraes como relator, sem sorteio.
- A via considerada pelo STF para o fim da investigação é justamente Moraes encerrar o processo; Fachin disse que é tema prioritário, mas não indicou data.
O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que negocia com o relator, Alexandre de Moraes, e com os demais colegas o encerramento do inquérito das fake news. A pauta sobre o fim das apurações foi mencionada durante entrevista, em que Fachin destacou a importância do inquérito para a salvaguarda do tribunal e da democracia.
Fachin elogiou o trabalho de Moraes, mas advertiu que “todo remédio, a depender da dosagem, pode se tornar veneno”. O magistrado fez a ressalva ao balançar seus seis meses à frente do STF, lembrando ter alertado, em 2020, sobre a dosagem da medida.
O inquérito foi aberto de ofício pelo então presidente Dias Toffoli, sem provocação de órgãos de investigação, com Moraes nomeado relator sem realização de sorteio. Há interpretação de que Toffoli poderia encerrar o inquérito, mas Fachin disse acreditar que a via possível é Moraes, enquanto relator, a conduzir o desfecho.
Este tema é considerado prioritário e interessa a todo o tribunal, segundo Fachin, que tem conversado com os demais colegas sobre o assunto. O presidente do STF não informou uma data para o desfecho do caso e sinalizou que os desdobramentos ainda serão conhecidos.
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