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Justiça anula multas de 16 milhões contra Neymar

Justiça anula multas de R$ 16 milhões contra Neymar por lago artificial em Mangaratiba; juiz diz que não houve dano ambiental definitivo

Obra na mansão de Neymar, jogador do Santos, foi interditada em junho de 2023 depois de fiscalização ambiental que apontou possíveis irregularidades
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  • O juiz Richard Robert Fairclough anulou, na sexta-feira (27.Mar.2026), as multas ambientais que somavam mais de R$ 16 milhões aplicadas a Neymar pela construção de um lago artificial na mansão em Mangaratiba (RJ).
  • A sentença, da Vara Única da Comarca de Mangaratiba, também condenou o município ao pagamento de custos processuais e honorários advocatícios.
  • A decisão considerou que não houve dano ambiental definitivo e que o Inea apontou que a obra não provocou impacto negativo, além de indicar que as atividades não exigiam licenciamento prévio.
  • O conjunto de multas foi dividido em quatro itens: obra sem autorização, movimentação de terra, descumprimento de embargo e supressão de bosque.
  • Neymar comprou o imóvel em fevereiro de 2023; a reforma durou dez dias para criar um lago com aparência de natureza, que ficou interditado em 22 de junho de 2023.

O juiz Richard Robert Fairclough, da Vara Única da Comarca de Mangaratiba, anulou as multas ambientais aplicadas a Neymar pela construção de um lago artificial em sua mansão na região. As penalidades somavam mais de 16 milhões de reais. A decisão ocorreu na sexta-feira, 27 de março de 2026.

A prefeitura de Mangaratiba havia multado o jogador por supostas irregularidades em 2023, que vão desde obra sem autorização até suposta supressão de vegetação. O imóvel fica na zona de amortecimento do Parque Cunhambebe, segundo a prefeitura.

O magistrado entendeu que não houve dano ambiental definitivo e que o relatório do Inea indicou impacto negativo nulo. Assim, considerou que as atividades não exigiam licenciamento prévio. A sentença também determinou o pagamento de custos processuais pela prefeitura.

O que disse o Inea

O Inea afirmou que o lago artificial foi implantado em 2007 e que, na vistoria, não foram verificadas violações à legislação ambiental vigente. Pontos avaliados incluíram a ausência de captação irregular de água e a inexistência de supressão de vegetação.

Contexto do caso

Neymar adquiriu o imóvel em fevereiro de 2023 e contratou empresa especializada para a construção de uma piscina com formato de lago. A obra durou 10 dias e gerou interesse de autoridades, com interdição ocorrida em junho de 2023.

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