- Lula encaminhará ao Senado, nesta terça-feira, a indicação de Jorge Messias para ministro do STF, mais de quatro meses após a escolha.
- Messias afirmou que buscará apoio entre os senadores durante a sabatina, que deve ocorrer após a mensagem chegar à mesa diretora.
- Se aprovado, ele ocupará a vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso, com foco em casos relacionados ao aborto.
- A indicação gerou críticas de movimentos identitários e tensão política entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que marcou a sabatina para quinze dias após o anúncio.
- Messias tem 45 anos; Lula já indicou outros ministros no atual mandato, e o PT já colocou quinze ministros no STF ao longo de sua história.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhará ao Senado nesta terça-feira (31) a indicação de Jorge Messias para ministro do STF, mais de quatro meses após a escolha. A confirmação veio do Palácio do Planalto, em reunião ministerial, e também foi anunciada pelo próprio Lula.
Messias, advogado-geral da União, afirmou ao G1 que buscará apoio dos senadores durante a sabatina. A pauta depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que deverá dar andamento ao envio da mensagem ao plenário. A CCJ, chefiada por Otto Alencar, promete marcar a sabatina assim que houver o envio.
Se aprovado, Messias ocupará a vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso, o que envolve questões como a jurisprudência sobre aborto. Parlamentares de oposição ressaltaram posicionamentos anteriores de Messias que geraram críticas, associando-o a temas conservadores. Lula já indicou outros nomes de peso neste mandato, incluindo Cristiano Zanin e Flávio Dino.
A indicação ocorreria num momento de tensão política e institucional. Alcolumbre chegou a defender a indicação de Rodrigo Pacheco, mas acabou recebendo o anúncio de Messias. A sabatina está prevista para ocorrer em até 15 dias após o envio, prazo considerado curto para construção de apoio.
Jorge Messias tem 45 anos e foi apresentado como nome de confiança do governo para consolidar a composição do STF. A escolha, que pode perdurar por anos, mantém o PT entre os partidos que mais indicam ministros ao tribunal, ampliando o papel da legenda na Corte.
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