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Rui Costa diz que endividamento preocupa Lula; Caiado mexe pouco no cenário

Endividamento das famílias preocupa Lula, diz Rui Costa; juros altos, e-commerce e apostas online explicam a perda de poder de compra, Caiado mexe pouco no cenário

Rui Costa diz que endividamento da população preocupa Lula e que Caiado mexe pouco no cenário
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  • Rui Costa afirmou que o endividamento das famílias é a principal preocupação de Lula para as eleições de 2026, atribuindo ao cenário a alta taxa de juros, facilidade do comércio eletrônico e o impacto das apostas online.
  • O ministro cita relatos de redução de produtividade e queda de renda familiar por causa do uso de jogos de aposta, defendendo maior controle sobre esse setor.
  • Costa diz que a entrada do governador Ronaldo Caiado na corrida presidencial mexe pouco no cenário, que segue polarizado entre Lula e o campo bolsonarista liderado por Flávio Bolsonaro; ele destaca a necessidade de apresentar propostas em vez de retóricas.
  • Sobre o Banco Master, o ministro aponta responsabilidade institucional da gestão anterior do Banco Central, afirmando que a ascensão de Daniel Vorcaro ocorreu por decisões da cúpula do BC em 2019, sob Roberto Campos Neto; diz que houve mudança de parecer técnico após a posse de Campos Neto.
  • Costa também se defende de ligações entre sua gestão na Bahia e o grupo Master, negando irregularidades na venda da antiga estatal Cesta do Povo e lembrando que a fiscalização de agentes financeiros cabe ao Banco Central, não aos governos estaduais.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o endividamento das famílias é a principal preocupação do presidente Lula para as eleições de 2026. Segundo ele, apesar da alta massa salarial, há perda de poder de compra causada por juros altos, facilidade de compras online e impactos das apostas digitais.

Costa disse que relatos de empresas indicam queda de produtividade de trabalhadores bem qualificados, o que compromete a renda familiar. O ministro pediu maior restrição ao setor de jogos e apostas, enfatizando a necessidade de políticas que modulem esse ambiente.

Sobre a disputa presidencial, o ministro afirmou que a entrada de Ronaldo Caiado no pleito mexe pouco no cenário, que está fortemente polarizado entre Lula e o campo bolsonarista, representado por Flávio Bolsonaro. A estratégia, segundo ele, deve enfatizar realizações passadas e propostas futuras.

Ao falar de Flávio Bolsonaro, Rui Costa disse que o senador precisa apresentar um currículo claro, demonstrando ações pelo Brasil e pela população. Em relação à economia, o ministro citou rapidamente críticas associadas à gestão do pai de Flávio, ressaltando que a inflação, a taxa de juros e o desemprego são indicadores a serem considerados.

Caso Master e Credicesta: defesa de Rui Costa

O ministro também tratou de ligações entre sua gestão na Bahia e atividades descritas no chamado Caso Master, envolvendo o programa de crédito consignado Credicesta. Ele negou qualquer irregularidade na venda da antiga estatal Cesta do Povo.

Costa explicou que a fiscalização de agentes financeiros é atribuição do Banco Central, não de governos estaduais, usando uma analogia para justificar a posição. Segundo ele, responsabilidades regulatórias cabem exclusivamente ao BC.

Caso Master: versão do ex-BC

Ao abordar o escândalo envolvendo o Banco Master, Rui Costa apontou para falhas da gestão anterior do Banco Central, destacando que a ascensão de Daniel Vorcaro ao sistema bancário, apesar de parecer problemático, ocorreu sob decisões da cúpula do BC em 2019, quando Roberto Campos Neto presidia a instituição.

O ministro alegou que relatórios técnicos em 2019 negaram o pedido de Vorcaro por insuficiência de capital, mas esse parecer mudou meses depois da posse de Campos Neto. A investigação, na visão dele, deve mirar a omissão institucional, com o desfecho ocorrendo após auditorias da diretoria atual.

Cesta do Povo na Bahia

Rui Costa reforçou que não houve irregularidade na venda da Cesta do Povo e repetiu a defesa com a comparação de um carro antigo que gera prejuízo. Afirmou que o jornalista não deve imputar responsabilidades por decisões de gestão a posteriori, mantendo a linha de que a fiscalização financeira é função do BC, e não dos governos estaduais.

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