- A Polícia Federal busca o empresário carioca Marcelo Paes Fernandez Conde, de 65 anos, desde o início da manhã de quarta-feira, por suspeita de comprar e vazar dados sigilosos da esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
- O ministro do Supremo Tribunal Federal expediu mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.
- A nova fase da Operação Exfil apura um esquema de obtenção ilícita de declarações fiscais sigilosas de autoridades públicas e de seus familiares, por meio de acesso não autorizado aos sistemas da Receita Federal.
- Marcelo Conde é filho do ex-prefeito do Rio e ex-vice-governador Luiz Paulo Conde, falecido em julho de 2015.
- A apuração indica que Conde teria encomendado os dados de Viviane Barci ao contador Washington Travassos de Azevedo, que já foi preso em outra etapa da operação.
O empresário Marcelo Paes Conde, de 65 anos, é alvo de uma ação da Polícia Federal desde o início desta quarta-feira (1). A prisão é determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte da Operação Exfil, que mira irregularidades na obtenção de dados sigilosos.
Conde é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, falecido em 2015. Segundo a PF, o objetivo é investigar um esquema de obtenção ilícita de declarações fiscais sigilosas de autoridades públicas e de seus familiares, com acesso não autorizado aos sistemas da Receita Federal.
A ação envolve mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, emitidos pelo STF, para cumprimento no Rio de Janeiro e em São Paulo. A PF não divulgou detalhes operacionais adicionais neste momento.
Segundo apuração do g1, Marcelo Conde é suspeito de encomendar os dados de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, ao contador Washington Travassos de Azevedo. Travassos de Azevedo já havia sido preso em fase anterior da operação, por determinação do STF.
A nova fase da Exfil amplia o foco sobre a cadeia de entrega dos dados sigilosos, incluindo possíveis intermediários e vias de acesso aos sistemas fiscais. As investigações continuam para esclarecer funções, vínculos e motivações dos envolvidos.
O STF não respondeu de imediato a pedidos de comentário. A PF informou que segue com diligências nos estados conforme o desdobramento da investigação, sem confirmar ou detalhar novos nomes ou flagrantes.
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