- O Ministério Público investiga o concurso da Câmara Municipal de Goiânia após denúncia anônima, com possibilidade de anulação se houver favorecimento comprovado.
- Cerca de 30 mil candidatos se inscreveram; as provas ocorreram em quinze de março e o resultado saiu em trinta e março.
- O primeiro colocado para o cargo de administrador foi Luã Lírio de Souza Cruz, que atingiu noventa e seis pontos de cem; ele é servidor do instituto responsável pela prova.
- O portal da transparência mostra pagamentos mensais a Luã pelo Instituto Verbena, vinculado à Universidade Federal de Goiás, responsável pelo concurso.
- A Câmara Municipal acionou o instituto para tomar providências; o Instituto Verbena afirmou que o concurso não foi suspenso e que está apurando o caso; a defesa de Luã não foi localizada; especialista comenta que a legislação não proíbe a participação, mas o instituto deveria ter criado barreiras internas.
O Ministério Público abriu uma investigação sobre um concurso público realizado em Goiânia, após denúncia envolvendo a primeira colocação. O resultado divulgado no dia 29 de março aponta Luã Lírio de Souza Cruz como vencedor no cargo de administrador, com 96 pontos de 100.
O concurso foi organizado pela Câmara Municipal de Goiânia e teve cerca de 30 mil inscritos. A prova ocorreu no dia 15 de março, e o primeiro colocado trabalha no instituto responsável pela aplicação da avaliação.
Investigação em curso
A Câmara de Vereadores acionou o MP após recebimento de uma denúncia anônima. O Ministério Público apura possíveis irregularidades que, comprovadas, podem levar à anulação do concurso. O instituto responsável pela prova, o Instituto Verbena, vinculado à Universidade Federal de Goiás, nega suspensão do concurso e afirma que investiga o caso.
A publicação no portal da transparência mostra que Luã recebia pagamentos mensais do Instituto Verbena. A Câmara Municipal de Goiânia informou que solicitou providências ao instituto diante da denúncia. A defesa de Luã não foi localizada até o momento.
Especialista ouvida pela apuração afirmou que a participação de servidores no concurso não é proibida pela legislação, mas ressaltou a necessidade de medidas internas de controle no instituto realizador. O caso permanece em apuração, sem conclusão anunciada.
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