- Ao menos oito governadores em fim de mandato permaneceram no cargo para conduzir a própria sucessão; dez renunciaram até sábado para desincompatibilização e nove irão tentar a reeleição.
- Entre quem fica, destacam-se Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; ambos deixaram de concorrer à Presidência por razões distintas.
- Em cinco estados, governadores romperam com vices ou optaram por não concorrer para evitar entregar o cargo a adversários, como em Alagoas e no Rio Grande do Norte.
- Entre as renúncias, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi confirmado candidato à Presidência; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, abriu mão do governo para o vice, buscando a reeleição. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, renunciou para disputar o Senado.
- Outros oito governadores vão disputar o Senado, enquanto Tarcísio de Freitas pode apoiar Flávio Bolsonaro e deve manter a liderança na corrida ao governo de São Paulo.
Ao menos oito governadores em fim de mandato decidiram permanecer nos cargos para conduzir a própria sucessão, não disputando as eleições deste ano. O movimento inclui traços de rompimento com vices e tensões políticas em estados com cenários turbulentos.
Oito renunciaram até o prazo limite de desincompatibilização e não vão concorrer. Outros dez devem deixar seus cargos até sábado para abrir espaço a vice-governadores ou palanques alternativos. Nove vão tentar a reeleição.
O quadro deste ano supera o de eleições anteriores, com o maior contingente de gestores que não participam do pleito desde 1994. Entre os nomes que seguem no governo estão Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, ambos sem disputar a Presidência.
Cenário atual
Paraná: Ratinho Júnior decidiu não concorrer à Presidência e mantém foco na sucessão do estado, apoiando o indicado pelo seu grupo. Rio Grande do Sul: Eduardo Leite também permanece sem buscar o Senado, apoiando o vice como candidato ao governo.
Em Alagoas, Paulo Dantas permanece no posto e deverá apoiar o retorno do antecessor. Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra fica no mandato, rompendo com o vice Walter Alves, que concorre a deputado estadual. A tônica é evitar eleição indireta e manter palanque para o governador.
Desfechos e rumos
Maranhão: Carlos Brandão e o vice Felipe Camarão disputam palanques opostos, com acenos a nomes como Orleans Brandão e Eduardo Braide. Amazonas (Wilson Lima), Rondônia (Marcos Rocha) e Tocantins (Wanderlei Barbosa) também permanecem no cargo sem candidatar-se à reeleição.
Goiás: Ronaldo Caiado renunciou para concorrer ao Senado pelo PSD, com o vice Daniel Vilela assumindo o governo. Goiás integra a linha de estados que migraram para chapas majoritárias sob a indução de alianças com o PSD.
Em disputa pelo Senado
Nove governadores vão concorrer a vagas no Senado, entre eles nomes que sustentam o palanque de lideranças nacionais. Campos políticos com dados de pesquisas e decisões judiciais aparecem como fatores relevantes para o arranjo eleitoral.
Entre os petistas, apenas Rafael Fonteles caminha com tranquilidade para a reeleição no Piauí. Jerônimo Rodrigues, da Bahia, reedita confronto com ACM Neto, em meio a turbulências na base aliada. Ceará tem Elmano de Freitas sob pressão de cenários apresentados por pesquisas, com Camilo Santana atuando nos bastidores para manter elegibilidade.
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