- A pesquisa da Universidade Federal de São Paulo localizou a cela exata em que agentes da ditadura encenaram o suicídio do jornalista Vladimir Herzog, no DOI-Codi de São Paulo, em 25 de outubro de 1975.
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- A identificação ocorreu no primeiro andar do prédio dos fundos, na área da atual 36ª Delegacia, Rua Tutóia, 921, onde Herzog foi registrado pendurado por um cinto após tortura.
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- O estudo combina evidências documentais, periciais e arquitetônicas para confirmar o espaço observado em fotografias da época.
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- A pesquisadora Deborah Neves afirma que localizar o local demonstra fraudes do Estado com base em evidências científicas, contribuindo para a memória histórica e jurídica.
A pesquisa da Unifesp identificou a cela onde agentes da ditadura militar teriam simulado o suicídio do jornalista Vladimir Herzog. Herzog foi torturado e morto em 25 de outubro de 1975, no DOI-Codi de São Paulo, órgão de repressão do regime entre 1969 e 1983.
A descoberta, compartilhada pela doutora em história Deborah Neves, ressalta a relevância histórica e jurídica do local. Segundo a pesquisadora, confirmar fisicamente o espaço permite evidenciar fraudes praticadas pelo Estado, com base em provas.
A equipe envolvida aponta que o cenário fica no primeiro andar do prédio dos fundos, na Rua Tutóia, 921, no complexo atual da 36ª Delegacia. A cela foi preservada de modo a manter traços estruturais visíveis na época.
Provas, perícias e participação institucional
A pesquisa cruzou documentos, laudos e imagens da época. Peritos associaram o corpo de Herzog a uma “cela especial nº 1”, local confirmado pela comparação com fotografias de 1975. A posição do corpo e marcas de tortura ajudaram na identificação.
Entre os elementos analisados estão relatos de José Ferreira de Almeida, morto em agosto de 1975, cuja morte foi registrada por laudo semelhante. A partir desses indícios, a equipe consolidou a relação entre as fotos históricas e o espaço atual.
A investigação contou com a participação de arqueologia forense, história e arquitetura da Unifesp. Cláudia Plens coordenou os trabalhos, com aporte de Deborah Neves e Alessandro Sbampato, que integraram a equipe multidisciplinar.
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