- A Penitenciária Federal de Brasília recebeu dez pedidos, nas últimas duas semanas, para que as conversas com advogados no parlatório não sejam gravadas, como ocorre na regra do sistema penitenciário federal.
- Os pedidos foram encaminhados ao juiz corregedor do presídio e, depois, à Polícia Penal Federal.
- A PPF negou as solicitações, alegando risco ao sistema e possibilidade de troca de informações e envio de mensagens para fora da unidade, seguindo o precedente de Vorcaro.
- O caso envolve o ex-banqueiro beneficiado por decisão do ministro André Mendonça, do STF, em tratativas de delação premiada, o que motivou novos pedidos de detentos.
- Entre os requerentes está Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital, com pareceres indicados pela defesa de manter conversas sem gravação. A decisão final cabe ao juiz corregedor.
A Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima, recebeu dez pedidos de detentos para que as conversas com advogados no parlatório não sejam gravadas, nas últimas duas semanas. Os requerentes entregaram as solicitações ao juiz corregedor do presídio.
Após análise, o juiz encaminhou os pedidos à Polícia Penal Federal (PPF), órgão responsável pela segurança das cinco penitenciárias federais. A PPF já se manifestou sobre todos os casos, negando as solicitações.
A justificativa é a proteção do sistema e o risco de troca de informações e envio de mensagens para fora da unidade. A decisão segue o entendimento aplicado no caso Vorcaro, em que houve exceção para o ex-banqueiro.
Entre os requerentes está Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, citado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). A lista inclui outros detentos da mesma facção, segundo fontes da apuração.
Após a análise pela PPF, cabe ao juiz corregedor decidir pela aceitação ou rejeição. O advogado de Marcola informou que, se a decisão for desfavorável, apresentará recurso ao Supremo Tribunal Federal.
O diretor da PPF, Marcelo Stona, afirmou que o monitoramento por áudio e vídeo no parlatório é o procedimento padrão e que restringir esse monitoramento pode afetar o funcionamento do sistema. A defesa ainda não apresentou novo pedido.
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