- Silvio Almeida publicou vídeo dizendo ser inocente das acusações de importunação sexual e afirmou que só se defenderá na Justiça, diante de um juiz e com seus advogados.
- A Polícia Federal indiciou o ex-ministro em 14 de novembro de 2025; o processo tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, com o ministro André Mendonça como relator.
- Almeida foi demitido do governo Lula em setembro de 2024 após acusações de assédio a várias mulheres, incluindo a ministra Anielle Franco.
- No vídeo, ele não citou nomes, criticou a ideia de que seria “um homem poderoso” e afirmou que pessoas negras sofrem racismo institucional, com a condução do caso descrita como “linchamento público”.
- A Procuradoria Geral da República apresentou a denúncia contra Almeida em 4 de março; a Me Too Brasil contestou as denúncias, e o ex-ministro sustenta que não houve transparência no processo.
Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, afirmou ser inocente das acusações de importunação sexual em um vídeo divulgado nas redes sociais na terça-feira (31 mar 2026). A PF indiciou o ex-ministro em 14 de novembro de 2025 pelo crime, em investigação que tramita em segredo de justiça.
O pronunciamento ocorreu após ele permanecer em silêncio público desde o início das investigações. Almeida disse que só poderá se defender de verdade na Justiça, com seus advogados, em juízo, e não na esfera pública. Ele alegou ter sido alvo de manobras para afastá-lo da vida política.
O ex-ministro foi demitido do governo em set de 2024, após denúncias de assédio envolvendo diversas mulheres, entre elas Anielle Franco, então ministra da Igualdade Racial. Almeida criticou o que chama de racismo institucional na condução do caso.
Contexto
Almeida afirmou que há uma visão estereotipada sobre homens e meninos pretos, o que, segundo ele, facilita julgamentos prematuros. O ex-ministro ressaltou que a repercussão pública ocorreu antes de qualquer defesa formal ser apresentada.
Ele também citou pressões políticas e adversários com “movimentações previsíveis” para prejudicá-lo, insinuando que haveria tentativas de instrumentalizar a denúncia para ganhos eleitorais ou para desgastar sua atuação pública.
Processo e desdobramentos
A Procuradoria-Geral da República apresentou a denúncia contra Almeida em 4 de março. O caso tramita no STF, com relator o ministro André Mendonça, sob sigilo. A defesa questiona o mérito e o procedimento da acusação.
Entre na conversa da comunidade