- O vice-presidente Geraldo Alckmin fez balanço do MDIC em coletiva em Brasília, informou que deixará o cargo até 4 de abril e disputará a reeleição com Lula em 2026.
- Destacou o programa de depreciação acelerada para a indústria automotiva, que reduz o prazo de depreciação de máquinas de 15 para 2 anos.
- Ressaltou o programa Mover, que reduz a alíquota de importação de autopeças não produzidas no país, com investimentos anunciados de cerca de 190 bilhões de reais (150 bilhões na automotiva e 40 bilhões na indústria de autopeças).
- Afirmou que quase todas as montadoras estão investindo no Brasil e que fabricantes estrangeiros têm montado fábricas no país.
- O Ministério informou 22 confirmações; Rondônia e Rio de Janeiro teriam recusado, com negociações em andamento com outros estados.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, apresentou um balanço de sua gestão à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, em Brasília. Ele confirmou que deixará o comando da pasta até 4 de abril e repetirá a chapa com Lula nas eleições de 2026.
Entre os destaques, Alckmin mencionou a depreciação acelerada voltada à indústria automotiva, que permite a restituição tributária em até dois anos, em vez de 15. Segundo ele, a medida reduz o custo de aquisição de máquinas e estimula investimentos.
O ministro ressaltou ainda o programa Mover, que reduziu a alíquota de importação de autopeças não produzidas no Brasil. Segundo o vice-presidente, a iniciativa mobilizou cerca de R$ 190 bilhões em investimentos, com R$ 150 bilhões na indústria automotiva e R$ 40 bilhões na indústria de autopeças, atraindo montadoras para o país.
Programas em foco
Alckmin afirmou que a renovação do parque industrial brasileiro foi um desdobramento direto das medidas implementadas. Ele destacou a participação de fabricantes estrangeiros na montagem de fábricas no Brasil, fruto da redução de barreiras e de incentivos fiscais.
O vice-presidente reiterou que a maior parte dos estados já adotou acordos para reduzir o ICMS do diesel, citando uma adesão de mais de 90% do território nacional. Não houve comentário sobre impactos políticos ou contestações à política de preços.
O MDIC tem confirmado 22 ações e confirmações de programas, com Rondônia e Rio de Janeiro mencionados como relutantes em adotar determinadas medidas. Em análise, permanece o andamento de negociações com outros estados para ampliar o alcance das políticas.
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