- O governo enviou ao Senado, na quarta-feira, dia primeiro, a mensagem oficializando a indicação de Jorge Messias para o STF, com meta de aprovação ainda neste semestre.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, resiste à nomeação, preferindo Rodrigo Pacheco para ocupar a vaga.
- A tensão aumentou porque Lula escolheu Messias, da sua confiança, em vez de Pacheco, para a vaga.
- No final do ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça chegou a marcar sabatina, mas não havia maioria; governo recuou e não enviou a mensagem, o que irritou Alcolumbre.
- A expectativa é que Lula faça esforço político com senadores para aprovar Messias ainda neste semestre, evitando o período eleitoral, com preocupação sobre cenários pós-eleitorais.
O governo enviou ao Senado Federal, na quarta-feira, a mensagem oficializando a indicação de Jorge Messias para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A meta é aprovar o nome ainda neste semestre, antes do início formal do período eleitoral.
Segundo apuração da CNN, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, resiste à indicação. Ele preferiria Rodrigo Pacheco, hoje senador e pré-candidato ao governo de Minas Gerais, para a vaga no STF. A mudança de posição de Lula abriu fissura com uma ala do Senado ligada a Alcolumbre.
No fim do ano passado, Otto Alencar, presidente da CCJ, chegou a marcar sabatina, mas avalou não haver maioria naquele momento. O governo recuou e não enviou a mensagem, o que irritou o presidente do Senado, que chegou a emitir nota criticando bastidores.
Relação com o Senado
Agora, quatro meses depois, o envio da mensagem ocorreu após o governo retomar a etapa burocrática. Alcolumbre foi pego de surpresa e tentou manter cautela. A expectativa é que Lula intensifique conversa com senadores e organize força-tarefa para viabilizar a indicação neste semestre.
A articulação política do Planalto envolve visitas e encontros com senadores para evitar que o tema se confirme apenas no segundo semestre. Analistas veem risco de maior dificuldade de aprovação caso o resultado eleitoral não seja favorável ao governo.
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