- O ministro Alexandre de Moraes limitou as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, deixando apenas filhos e advogados, o que coloca Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no papel central das articulações políticas.
- Com o pai afastado, Flávio passa a liderar a definição de candidaturas ao Senado e a estratégia eleitoral da direita para 2026.
- O PL pretende priorizar candidaturas de confiança de Bolsonaro e evitar concessões ao Centrão na disputa pelo Senado.
- Especialistas avaliam que o Senado ganhará peso estratégico para influenciar o equilíbrio entre os Poderes, especialmente em pautas ligadas ao Judiciário.
- Pesquisas citadas apontam potencial vantagem de Flávio em cenários de segundo turno e indicam insatisfação com o STF entre parte do eleitorado.
A limitação de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, reorganizou a atuação da direita. Com Bolsonaro afastado de contatos diretos, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passa a liderar a articulação de candidaturas ao Senado e a estratégia para 2026.
Essa mudança ocorre em momento decisivo, com atenção voltada às eleições. O Senado é visto como palco central para influência sobre o Judiciário e o equilíbrio entre os Poderes, o que amplia o peso das decisões de Flávio dentro do agrupamento.
A transferência de protagonismo acontece em meio à prisão domiciliar imposta a Jair Bolsonaro, que restringe contatos a filhos e advogados. Integrantes do PL dizem que Flávio já influenciava decisões estratégicas, sobretudo por pesquisas favoráveis ao seu nome.
PL prioriza nomes de confiança e tenta isolar o Centrão
Depois da limitação de contato, Flávio virou elo entre o ex-presidente e lideranças do PL, governadores e pré-candidatos ao Senado. A estratégia é selecionar candidaturas de confiança, sem concessões ao Centrão.
“Já temos nomes escolhidos e avaliamos pesquisas com a aprovação dele”, afirmou Flávio Bolsonaro, referindo-se ao aval de Jair Bolsonaro para as escolhas. A bancada busca alinhamento ideológico para pautas sensíveis, como o Judiciário.
Mesmo com restrições, aliados indicam que Jair Bolsonaro continuará influenciando decisões por meio de interlocutores próximos, incluindo familiares e advogados. O PL planeja fortalecer a liderança de Flávio e a posição do grupo no Senado.
Panorama eleitoral e leitura do eleitorado
A disputa no Senado é vista como canal para responder a insatisfações com o Judiciário. Pesquisas recentes indicam apoio a candidaturas que avaliem pedidos de impeachment de ministros do STF.
Levantamento da Genial/Quaest aponta que 66% dos brasileiros valorizam esse posicionamento, com 72% acreditando que o STF tem poder demais. Ainda assim, 59% veem o STF como aliado do governo federal.
Analistas destacam que o Senado terá papel decisivo na sabatina de ministros e na análise de impeachments, o que explica a aposta na bancada de ideologia alinhada ao governo. A renovação de 2026 intensifica esse movimento.
Metodologia das pesquisas citadas
O Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores entre 25 e 28 de março, com margem de erro de 2,2 pontos. Registro no TSE: BR-00873/2026.
A Genial/Quaest realizou 2.004 entrevistas entre 6 e 9 de março de 2026, com margem de erro de 2 pontos. Registro no TSE: BR-05809/2026.
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