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Acampamento Terra Livre 2026 espera mais de 7 mil participantes

Indígenas chegam a Brasília para a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), com expectativa de sete a oito mil participantes, em defesa de terras e direitos

Brasília, DF 05/04/2026 - A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) começa neste fim de semana, em Brasília. O evento é considerado a maior mobilização indígena do país. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • Indígenas de todo o país chegaram a Brasília neste domingo, 5 de abril, para a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026 no Eixo Cultural Ibero-Americano).
  • O ATL é organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil e vai até sábado, 11 de abril, reunindo entre sete mil e oito mil participantes, entre indígenas e não indígenas.
  • O evento continua destacando a defesa dos territórios e a demarcação de terras, com foco no reconhecimento dos direitos dos povos originários à terra.
  • A mobilização também marca o início do Abril Indígena, mês de ações nacionais, com debates sobre saúde, educação e participação política indígena.
  • Participantes, como Cotinha Guajajara e Oziel Ticuna, relatam deslocamentos longos para Brasília e destacam a importância de ampliar áreas homologadas e ampliar a representatividade indígena na política.

O Acampamento Terra Livre (ATL) 2026 terá sua 22ª edição em Brasília, reunindo entre 7 mil e 8 mil participantes, entre indígenas e aliados. O evento ocorre no Eixo Cultural Ibero-Americano, de 5 a 11 de abril, organizado pela Apib. O objetivo é defender territórios e denunciar violações de direitos, com pautas ampliadas para saúde, educação e participação política indígena.

A jornada de mobilização marca o início do Abril Indígena, mês de ações em todo o país. A pauta central continua a defesa da demarcação de terras, incluindo a necessidade de homologação de novas áreas. Os organizadores apontam avanços recentes, como a criação de 20 novos territórios entre 2023 e 2025, totalizando cerca de 2,5 milhões de hectares.

A associação aponta ainda um passivo de demarcação alto e violência territorial. Entre os temas que ganham destaque estão o marco temporal e propostas que impactam a mineração em terras indígenas. A programação prevê caminhadas pela Esplanada dos Ministérios e debates sobre educação, saúde e políticas públicas dos povos originários.

Participação e agenda

Cotinha de Sousa Guajajara deixou a Terra Indígena Morro Branco (MA) com 67 integrantes para chegar a Brasília. O grupo percorreu cerca de 1,4 mil quilômetros a bordo de dois ônibus. Cotinha está no acampamento para apoiar a exposição de artesanato e fortalecer a presença Guajajara.

O Coral Ticuna, representado por Oziel Ticuna, também participa, morando em Brasília desde janeiro para estudar. Oziel comenta a importância do ATL na construção de soluções coletivas e na proteção de culturas tradicionais. Ele reforça o papel do acampamento na organização comunitária.

Perspectivas e desdobramentos

A agenda deste ano inclui debates sobre políticas públicas, participação eleitoral indígena e relações internacionais com povos de outras nações. Uma das mesas previstas aborda a campanha indígena voltada a candidaturas aliadas aos direitos dos povos originários, com ações ao longo do ano para ampliar a representação parlamentares.

A primeira mobilização está marcada para terça-feira (7), com apresentações e atos previstos contra propostas de lei que limitariam direitos territoriais e usados como instrumento de pressão políticos. A programação também ressalta a necessidade de ampliar áreas de proteção já homologadas e ampliar investimentos em saúde e educação das comunidades.

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