- O presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, disse apoiar uma investigação ampla sobre suspeitas envolvendo ministros do STF, sem citar nomes.
- Sica afirmou que a Procuradoria-Geral da República está em silêncio sobre o tema e que a entidade já mantém contato com a PGR para cobrar apurações.
- Ele informou que o objetivo é investigar “todos os fatos”, incluindo denúncias de caronas em jatos particulares, sem apontar magistrados específicos.
- O líder da OAB sugeriu que o STF adote normas de conduta duras antes das eleições de outubro, para evitar que o tema influencie o debate eleitoral.
- Até o momento, foram citados três ministros: Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Nunes Marques; Toffoli teria outros vínculos com o banco, e a esposa de Moraes teria contrato multimilionário com a instituição.
O presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, defendeu nesta segunda-feira a abertura de uma investigação ampla sobre suspeitas envolvendo ministros do STF, sem citar nomes. Ele afirmou que a Procuradoria-Geral da República está em silêncio sobre o tema e que a apuração deve abranger todos os fatos. A declaração foi feita durante uma coletiva improvisada após um evento sobre temas do Poder Judiciário.
Sica representa a maior seccional da OAB e disse ter contato com a PGR para dar andamento às apurações. Ele enfatizou que o problema é a percepção de suspeição vinculada à imagem da Corte, não citando magistrados específicos. Segundo ele, as investigações devem ocorrer de forma ampla e responsável.
Para sustentar o debate, o presidente da OAB-SP mencionou a necessidade de normas de conduta mais rígidas no STF, inclusive antes das eleições de outubro. A ideia é reduzir o espaço para que temas de reputação institucional influenciem o pleito, conforme disse em entrevista aos jornais locais.
Fatos e cenários
Publicamente, o caso envolve reportagens que apontam supostas vantagens associadas ao que ficou conhecido como caso Master. Entre os nomes citados por veículos, aparecem ministros que teriam recebido viagens de jato e relações com instituições financeiras. A reportagem não confirma as acusações nem aponta culpabilidade.
A pauta ganhou contornos ao mencionar ministers Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Nunes Marques. Em reportagens, Toffoli é apontado em relação a vínculos com negócios ligados a bancos, e Moraes é citado com relação a contratos envolvendo a esposa, Viviane Barci de Moraes. As informações continuam em investigação e não há conclusão oficial.
A OAB mantém posição de cobrar a atuação da PGR, destacando que a Procuradoria tem papel central na condução de investigações que envolvam membros do Judiciário. Até o momento, não houve confirmação pública deبر sobre o andamento de apurações no STF.
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