- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não prorrogar os trabalhos da CPI do Crime Organizado.
- A comissão, instalada em novembro, deve encerrar na próxima terça-feira, 14 de março; o relator diz que o tema é relevante e que a decisão é inadequada.
- Dados de pagamentos do Banco Master ao escritório da família do ministro Alexandre de Moraes chegaram à CPI apenas nesta terça, e o contrato foi de R$ 129 milhões por três anos.
- A CPI do Master depende de decisão do ministro Nunes Marques; senadores aguardam reunião com o ministro, que não tem recebido contato.
- O relator também criticou a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e afirmou que há dúvidas sobre investigações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não prorrogar os trabalhos da CPI do Crime Organizado. A informação foi confirmada pelo relator da comissão, senador Alessandro Vieira, nesta terça-feira 7. A decisão ocorre em meio a um ano eleitoral.
A CPI, instalada em novembro, deve ser encerrada na próxima terça-feira, 14. Vieira aponta que a prorrogação permitiria continuidade das investigações sobre operações envolvendo o crime organizado e possíveis vínculos com autoridades.
Alcolumbre justificou que, no contexto eleitoral, não é oportuno manter a CPI tramitando. O relator avalia que o desligamento prematuro representa prejuízo para apuração de temas relevantes.
Desdobramentos da CPI e impactos
Vieira afirmou que a comissão não recorrerá ao STF para manter os trabalhos. O desfecho da prorrogação envolve apenas a decisão presidencial, sem intervenção judicial adicional neste momento.
Segundo o relator, novos dados sobre pagamentos do Banco Master ao escritório da família do ministro Alexandre de Moraes chegaram à CPI apenas nesta terça. Havia expectativa de informações adicionais sobre esse caso.
O escritório Barci de Moraes firmou contrato de 129 milhões de reais com o Banco Master, por três anos, conforme apuração da comissão. A origem desses dados foi alvo de críticas por parte de Vieira.
Atrasos e futuros passos
A CPI do Master depende de uma manifestação do ministro Alexandre de Moraes, por meio do Tribunal. Senadores pediram reunião com o ministro, que ainda não atendeu ao pedido.
Vieira sinalizou a possibilidade de judicialização para obter instalação de uma CPI própria, com foco no envolvimento do caso Master com ministros do Supremo. A pauta envolve a atuação de autoridades em investigações.
Críticas a atuação de autoridades
O relator criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e afirmou que a atuação institucional não tem promovido maior transparência. Segundo ele, não há clareza sobre o que está sendo investigado pela PF e pelo MPF no momento.
Também questionou a avaliação de que não haveria irregularidades no contrato entre o Banco Master e o escritório da família do ministro Toffoli. A desconfiança é apresentada como parte de debates sobre independência nas apurações.
O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master após menções a ele surgirem no celular de um empresário ligado ao banco, conforme os dados da investigação.
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