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Indígenas aguardam encontro com Lula e agilidade em demarcações

Indígenas pressionam governo durante marchas em Brasília para acelerar demarcações e ampliar ações de proteção às comunidades, com presença de Lula esperada

Luana Kaingang, coordenadora geral da Artinsul, Paulo Tupiniquim, coordenador geral da APOINME, e Kleber Karipuna, coordenador da APIB, participam da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL). O evento é considerado a maior mobilização indígena do país.
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  • Indígenas planejam a visita de Lula ao Acampamento Terra Livre em Brasília, onde devem estar mais de seis mil pessoas e discutir celeridade em demarcações de terras.
  • A movimentação inclui pelo menos duas marchas até a Praça dos Três Poderes, a primeira nesta terça-feira a partir das 9h, e a segunda na quinta-feira, às 14h.
  • A Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) aponta que, antes da COP trinta, foi apresentado um documento com 107 terras aptas a regularização; o movimento defende compromisso de demarcação de cinquenta e oito milhões de hectares nos próximos cinco anos.
  • A violência contra mulheres indígenas foi destacada como preocupação, com lideranças relatando maior vulnerabilidade a ataques externos.
  • O Ministério dos Povos Indígenas ressalta, em nota, a importância da criação da pasta para ampliar participação indígena em decisões, informou que, nos últimos três anos, foram homologadas vinte terras, somando mais de 2,2 milhões de hectares.

A 22ª edição do Acampamento Terra Livre começa em Brasília, com expectativa de presença de mais de 6 mil indígenas vindos de todas as regiões do país. O objetivo é dialogar com o presidente Lula e autoridades sobre celeridade na demarcação de terras.

Líderes da Apib confirmaram que há diálogo com o governo para a visita de Lula durante a semana. A expectativa é ouvir pautas sobre desintrusão, usufruto de terras e proteção às comunidades.

As lideranças também aguardam anúncios oficiais sobre demarcações. Em documento apresentado antes da COP30, havia 107 terras aptas à regularização. A projeção é discutir metas para 5 anos, com foco na homologação de terras.

A violência contra mulheres indígenas foi tema de relatos. A coordenadora Luana Kayngang destacou vulnerabilidades externas às aldeias. Parte das delegações financiou o transporte a Brasília por conta própria, sem recursos públicos.

Ações e mobilização na semana

Ao longo da semana, estão previstas duas marchas do Acampamento Terra Livre até a Praça dos Três Poderes, a partir do Eixo Monumental. A primeira ocorre nesta terça, às 9h, com visitas a representantes do governo e parlamentares.

A segunda marcha está marcada para quinta-feira, às 14h, com o tema Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida. A APIB aponta que, até março, 76 terras aguardam homologação, com assinatura de Lula, e 34 dependem de portaria do Ministério da Justiça.

Nova política indigenista

Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas destacou a criação da pasta em 2023, que ampliou a participação indígena em cargos estratégicos. A pasta informa que as ações têm recuperado direitos e políticas desmanteladas na gestão anterior.

A nota também cita a homologação de 20 territórios, somando 2,2 milhões de hectares. O governo reforça o compromisso com a defesa de direitos de mais de 391 povos e a continuidade de políticas indigenistas.

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