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Banco Master pagou milhões a escritórios de políticos e ex-ministros

Dados da Receita indicam repasses milionários do Banco Master a escritórios de advocacia e a empresas ligadas a políticos, incluindo Temer e Ratinho Jr.

Daniel Vorcaro, banqueiro do liquidado Banco Master (Foto: Reprodução/Youtube/Esfera Brasil)
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  • Dados da Receita Federal indicam pagamentos milionários do Banco Master a escritórios de advocacia e a empresas ligadas a figuras políticas, conforme reportagem da Folha de S.Paulo com base em documentos à CPI do Crime Organizado.
  • A lista inclui Michel Temer, Antonio Rueda, ACM Neto, Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski; o banco teria pago R$ 10 milhões ao escritório de Temer em 2025, e o ex-presidente afirma ter recebido R$ 7,5 milhões em duas parcelas.
  • Henrique Meirelles teria recebido R$ 18,5 milhões entre 2024 e 2025; ele afirmou ter prestado consultoria macroeconômica e que rompeu o contrato em julho de 2025 por baixa demanda.
  • Outros repasses citados: Guido Mantega (Pollaris Consultoria) R$ 14 milhões; Antonio Rueda (União Brasil) R$ 6,4 milhões; ACM Neto (A&M Consultoria) R$ 5,45 milhões; Jaques Wagner (PT) R$ 289 mil como pessoa física; Banco Master também pagou R$ 12 milhões à BN Financeira.
  • Repasses a empresas do Grupo Massa no Paraná: Massa Intermediação recebeu R$ 21 milhões e Gralha Azul Empreendimentos e Participações R$ 3 milhões, ligados ao apresentador Ratinho; o grupo diz que Ratinho Jr não faz parte do quadro societário dessas empresas.

Dados da Receita Federal indicam pagamentos milionários do Banco Master a escritórios de advocacia e a empresas associadas a figuras políticas. A Folha de S.Paulo divulgou a informação nesta quarta-feira (8), com base em documentos enviados pelo Fisco à CPI do Crime Organizado.

A relação envolve nomes de diferentes espectros políticos, incluindo Michel Temer, Antonio Rueda, ACM Neto e ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski. As informações foram obtidas a partir de documentos oficiais.

Segundo a reportagem, o banco controlado por Daniel Vorcaro pagou 10 milhões de reais ao escritório de Michel Temer em 2025. Temer afirmou, à Folha, ter recebido 7,5 milhões em duas parcelas, como pagamento por serviços de mediação.

Núcleo ligado ao governo anterior

Henrique Meirelles teria recebido 18,5 milhões entre 2024 e 2025. O ex-ministro confirmou prestação de consultoria macroeconômica, mas informou que rompeu o contrato em julho de 2025 por queda de demanda.

Guido Mantega (Pollaris Consultoria) teve repasses de 14 milhões. Mantega não foi localizado para comentar. Antonio Rueda (União Brasil) recebeu 6,4 milhões via dois escritórios; ele questionou a legalidade do vazamento e ressaltou o caráter técnico dos serviços.

ACM Neto (A&M Consultoria) teve 5,45 milhões entre 2023 e 2025. A empresa confirmou a prestação de serviços, mas não validou os valores. Fábio Wajngarten recebeu 3,8 milhões em 2025, contratado para a defesa de Vorcaro; houve cláusulas de confidencialidade no contrato.

Repasses a Ratinho no Paraná

Junto a Ratinho, grupo Massa teve repasses de 24 milhões a duas empresas do Grupo Massa entre 2022 e 2025: Massa Intermediação e Gralha Azul. A Massa Intermediação recebeu 21 milhões; a Gralha Azul somou 3 milhões em 2022.

Ratinho divulga propaganda do CredCesta, cartão consignado do Banco Master voltado a servidores públicos do Paraná. Em novembro de 2025, o cartão teve uso bloqueado. O Grupo Massa informou que o governador Ratinho Jr não integra o quadro societário das empresas citadas.

O que são as empresas citadas

Massa Intermediação e Assessoria Empresarial atua desde 2021, com sede em Marumbi, no norte do Paraná, e oferece consultoria em gestão empresarial. Gralha Azul Empreendimentos e Participações fica em Curitiba e atua em intermediação de serviços e negócios.

Grupo Massa se manifesta

O Grupo Massa afirmou ter atuação de mais de 30 anos e rendimentos declarados à Receita Federal, incluindo campanhas publicitárias e parcerias com diversas marcas. A nota esclarece que o governador Ratinho Jr não participa do quadro societário das empresas citadas.

A defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou sobre o tema. Vorcaro foi preso pela segunda vez na Compliance Zero e acumula visitas frequentes de advogados na PF em Brasília, segundo as informações.

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